Trump promete reduzir em mil dólares os preços dos carros que os americanos afirmam estarem “ridiculamente inflacionados”. Você deveria comprá-lo?

O choque dos adesivos manteve milhões de americanos longe do showroom – e a administração Trump diz que a ajuda está a caminho.

A Casa Branca anunciou que está revertendo os padrões ambientais dos veículos da era Biden, uma medida que as autoridades dizem que reduzirá o custo médio de um carro novo em US$ 1.000 (1). Mas os analistas alertam que a economia pode ser mais uma questão de matemática do que um verdadeiro alívio para os consumidores.

O carro novo típico nos EUA agora custa mais de US$ 50.000 pela primeira vez, de acordo com o Kelly Blue Book (2). Isso representa menos de US$ 40.000 há apenas cinco anos (3) — um salto de mais de 25%. Os americanos estão sentindo o aperto – no Reddit, os compradores de automóveis estão desabafando sobre preços que parecem fora da realidade.

“Os preços na minha região são ridiculamente excessivos”, escreveu um usuário (4). “Estou esperando que os modelos mais antigos baixem de preço com a chegada dos modelos 26.”

Outro observou o quanto mudou: “Minha mãe comprou um 4Runner de última geração no início dos anos 2000 com o salário de um professor e valeu a pena muito rapidamente. (5)

O sentimento aparece no comportamento de compra. Muitos americanos pensam duas vezes antes de comprar carros novos e, em vez disso, optam por manter os veículos atuais por mais tempo.

Mesmo que os preços de tabela tenham permanecido estáveis, a matemática ainda não funciona para muitos compradores.

Cerca de 80% das vendas de automóveis são financiadas e o pagamento médio mensal subiu para US$ 748, segundo a Experian (6). Quase um em cada cinco compradores paga agora US$ 1.000 ou mais por mês – uma parcela quase recorde, de acordo com Edmonds (7). Isto é o resultado de um aumento de 30% nos preços dos automóveis e de taxas de juro mais elevadas desde 2019.

As taxas de financiamento de automóveis continuam altas: 6,56% para veículos novos e 11,40% para carros usados ​​no terceiro trimestre, segundo o mesmo relatório da Experian. A TAEG média manteve-se em 7% no terceiro trimestre, marcando o terceiro trimestre consecutivo igual ou superior a esse nível, de acordo com Edmonds. Para os compradores que já estão sobrecarregados, mesmo um aumento modesto de preço pode deixar um carro fora de alcance.

“No terceiro trimestre, a acessibilidade no mercado de automóveis novos permanece restrita, à medida que os compradores investem menos dinheiro, financiam mais e dependem de prazos mais longos para manter os custos mensais sob controlo”, disse Jessica Caldwell, diretora de insights da Edmonds (7). Este é o cerne da crise de acessibilidade: mesmo com a estabilização dos preços, os custos dos juros continuam a subir.

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