Por Ariana McLimore e Neil J. Kanat
20 Mai (Reuters) – A Elf Beauty previu nesta quarta-feira vendas e lucros anuais acima das expectativas dos analistas, dizendo que os preços mais altos do petróleo ligados à guerra do Irã podem sofrer um impacto de 15 milhões a 20 milhões de dólares no ano fiscal de 2027.
A fabricante de cosméticos junta-se a outras empresas globais atingidas pela guerra EUA-Israel com o Irão, mas disse que não teve em conta o impacto esperado nas suas previsões.
“Temos programas de redução de custos que acreditamos que podem ajudar a compensar o impacto”, disse a diretora financeira Mandy Fields à Reuters em entrevista. Uma redução tarifária também poderia compensar esses custos, disse ele.
A empresa, que depende da China para cerca de 75% da sua produção, tem estado sob pressão das tarifas de importação do presidente dos EUA, Donald Trump, que foram posteriormente anuladas pelo Supremo Tribunal.
A Elf pagou cerca de US$ 58,5 milhões em tarifas e está trabalhando para recuperar o dinheiro, disse Fields.
A empresa espera que as vendas líquidas para o ano inteiro fiquem entre 1,84 mil milhões de dólares e 1,87 mil milhões de dólares, em comparação com as estimativas médias dos analistas de 1,87 mil milhões de dólares, de acordo com dados compilados pela LSEG.
O lucro anual ajustado está previsto entre US$ 3,27 e US$ 3,32 por ação, também abaixo das expectativas de US$ 3,61.
A Elf, que oferece cerca de 75% dos seus produtos por 10 dólares ou menos, beneficiou da procura dos consumidores, apesar da incerteza macroeconómica generalizada.
Fields disse que os consumidores continuam a gastar em beleza e que a empresa “atualmente não está vendo o efeito do declínio no comércio”.
A Elf – abreviatura de olhos, lábios e rosto – reportou um aumento de 35% nas vendas do quarto trimestre, para 449,3 milhões de dólares, em comparação com as estimativas dos analistas de 423,1 milhões de dólares.
O lucro trimestral ajustado por ação chegou a 32 centavos, acima dos 29 centavos.
(Reportagem de Neil Jay Kannath em Bengaluru e Ariana McLimore em Nova York; edição de Shilpi Majumdar)





