O presidente dos EUA, Donald Trump, chamou a atenção durante uma reunião com o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, depois de dizer que queria que os aliados dos EUA “nos dessem um beijinho” enquanto discutia o apoio dos EUA em meio às tensões com o Irã.
Os comentários incomuns foram feitos durante uma reunião no Salão Oval na quarta-feira, onde Trump expressou frustração com o que descreveu como a falta de apoio da Europa aos Estados Unidos durante a sua campanha militar contra o Irão.
O que Trump quer dizer com ‘dê-nos um beijinho’?
De acordo com a reportagem do The Mirror US, Trump disse que não quer apoio financeiro dos aliados da OTAN, mas quer que eles demonstrem a sua lealdade aos Estados Unidos.
“Eu só quero a lealdade deles, não precisamos do dinheiro deles, não precisamos de nada. Temos os militares mais poderosos do mundo”, disse Trump aos repórteres.
Ele então acrescentou: “Dê-nos um empurrãozinho, dê-nos um beijinho, não queremos muito”.
Os comentários foram feitos no momento em que Trump criticava os aliados europeus pelo que considera um apoio insuficiente aos Estados Unidos durante o conflito no Irão.
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Trump elogiou a decisão, mas expressou frustração com a OTAN
Embora Trump tenha elogiado Rutt durante a reunião, chamando-o de “um grande homem, um grande líder, um grande secretário-geral”, também sugeriu que a aliança da NATO tinha diminuído no apoio aos Estados Unidos.
“Se mais alguém estivesse nessa posição, não nos encontraríamos hoje, para ser honesto, porque fomos decepcionados”, disse Trump.
A visita de Rutte surge antes da cimeira anual da NATO, marcada para 7 de Julho em Ancara, na Turquia, onde se espera que as questões de segurança e a resposta da aliança aos conflitos globais estejam no topo da agenda.
De acordo com o The Mirror US, alguns observadores consideraram a reunião como uma tentativa de manter laços mais estreitos entre a liderança da NATO e a administração Trump, no meio de divergências sobre as recentes decisões de política externa dos EUA.
Rutte apoia a posição de Trump sobre o Irão
Durante a reunião no Salão Oval, Root elogiou a forma como Trump lidou com a situação do Irão e chamou-o de “o líder do mundo livre”.
“Quero deixar bem claro o quão importante é o que vocês estão fazendo em relação ao Irã”, disse Rotti.
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Ele acrescentou que as ambições nucleares do Irão constituem uma ampla ameaça internacional. “Trata-se, em primeiro lugar, da capacidade nuclear do Irão que está basicamente nas suas mãos, e será uma ameaça para a região. Será uma ameaça para o mundo inteiro. Este é um país que exporta caos, exporta terrorismo.”
O contexto por trás dos comentários
Os comentários de Trump surgem após semanas de tensões elevadas entre os Estados Unidos, Israel e o Irão, que também expuseram diferenças entre Washington e vários aliados europeus sobre a forma como o conflito foi conduzido.
De acordo com o The Mirror US, representantes dos Estados Unidos e do Irão reuniram-se na Suíça no início desta semana para discutir um acordo preliminar de cessar-fogo.
A publicação também observou que, embora Roti tenha argumentado que o Irão estava perto de adquirir armas nucleares, muitos analistas contestaram essa avaliação, dizendo que não há provas publicamente disponíveis de que Teerão estivesse prestes a adquirir uma arma nuclear quando os ataques dos EUA e de Israel começaram.





