De acordo com Winnie Lau, CEO da CrimsonLogic, os requisitos obrigatórios de declaração eletrônica de valor aduaneiro do México, que entram em vigor em 1º de agosto, provavelmente exporão problemas persistentes de qualidade de dados nas cadeias de abastecimento transfronteiriças.
“É uma grande mudança de um processo em papel para um eletrônico”, disse Lau, chefe da América do Norte e diretor sênior de grupo comercial da CrimsonLogic, fornecedora de tecnologia alfandegária com sede em Cingapura, à FreightWaves.
A nova exigência da Manifestação de Valor Eletrônica (MVE) altera o processo de declaração de valor aduaneiro do México de papel para digital e exige que os importadores enviem eletronicamente os valores de remessa junto com a documentação de apoio antes do desembaraço da carga.
As autoridades mexicanas atrasaram repetidamente a aplicação, mas o último prazo é 31 de julho, que se tornará vinculativo em 1º de agosto.
Lau comparou a transição aos primeiros requisitos de manifesto eletrônico introduzidos para caminhoneiros norte-americanos, quando muitas transportadoras não estavam preparadas para envios alfandegários eletrônicos.
“Normalmente, quando começa, todos se envolvem”, disse Lau. “Eles enfrentam muitos problemas, apresentam as suas preocupações às associações, e as associações vão falar com as alfândegas e tentam encontrar uma linguagem comum.
O esforço para modernizar as alfândegas do México ocorre num momento em que as autoridades reforçam os requisitos de documentos e aumentam as penalidades para declarações alfandegárias imprecisas.
Os profissionais da alfândega no México alertaram que a documentação incompleta ou incorreta pode resultar em multas significativas, atrasos nos envios e processos administrativos, sublinhando a importância de dados precisos quando a execução começa.
Os importadores podem enfrentar multas de até US$ 6.000, dependendo da violação, além de atrasos no envio e penalidades alfandegárias adicionais.
Tecnologia não é o problema
Embora muitas empresas tenham se concentrado no novo mecanismo de arquivamento eletrônico, Lau disse que o maior desafio é garantir que todos os documentos relacionados ao transporte contenham informações consistentes.
“O que vemos hoje com nossos clientes é que sempre há inconsistências entre diferentes documentos”, disse Lau.
Os exemplos incluem descrições genéricas de produtos em faturas comerciais, unidades de medida incorretas em conhecimentos de embarque, incoterms inconsistentes entre documentos de embarque e faturas, documentação incompleta do país de origem e valores aduaneiros que não contabilizam adequadamente despesas de frete e seguro em remessas CIF.
No sistema MVE, essas inconsistências podem levar a rejeições alfandegárias, exigindo que os importadores corrijam a documentação antes de liberar as remessas.


