Os preços das casas novas caíram 0,2% em maio em relação ao mês anterior e caíram 0,1% em abril, de acordo com estimativas da Reuters baseadas em dados do Office for National Statistics.
Numa base anual, os preços caíram 3,5% em Maio, correspondendo à descida de Abril.
A queda dos preços diminuiu as esperanças de que o sector imobiliário, que representa um quarto da economia, esteja a aproximar-se do fundo do poço, após quase cinco anos de declínio. A recessão não só dizimou as maiores empresas imobiliárias da China, mas também transformou o outrora principal motor do crescimento económico e corroeu o apetite das famílias pelo consumo.
Mas Zhang Dawei, analista da Centaline Property, disse que o período de fortes quedas nos preços das casas em toda a China acabou e que o mercado não corre o risco de um declínio rápido.
Zhang disse que o mercado imobiliário é caracterizado por “estabilidade nas cidades de primeiro nível, divergência nas cidades de segundo nível e pressão nas cidades de terceiro nível”.
Segundo dados oficiais, as vendas de imóveis, os investimentos, as novas construções e os recursos captados pelas incorporadoras caíram acentuadamente no período janeiro-maio. Contudo, os preços nas principais cidades mostraram sinais provisórios de estabilização, enquanto os governos locais intensificaram os esforços para aumentar as vendas.
Os preços nas principais cidades do país subiram 0,2% em maio, depois de terem subido 0,1% em abril, com ganhos em Xangai, Shenzhen e Guangzhou. Os preços nas cidades mais pequenas do terceiro nível prolongaram a sua descida em Maio.
Os preços das casas deverão subir em 2027, caindo a um ritmo mais lento do que o previsto num inquérito de Março deste ano, de acordo com um inquérito do mercado imobiliário da Reuters realizado de 18 a 28 de Maio.
Guangzhou lançou incentivos para a compra de novas casas no final de abril, oferecendo subsídios aos residentes que compram casas novas e vendem casas antigas, e incentivando as empresas estatais a comprarem casas antigas.



