O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, disse no sábado que Havana estaria aberta ao “diálogo sério e responsável” com os EUA, mas ressaltou que isso aconteceria sem “interferência nos assuntos internos”.
Rodríguez falava numa reunião da CELAC, uma reunião da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos, um bloco regional de 33 países latino-americanos e caribenhos que exclui os EUA e o Canadá.
Cuba rejeitou na sexta-feira qualquer sugestão de que o seu sistema político ou o mandato do seu presidente estivessem sendo negociados com os Estados Unidos, após relatos de que Washington havia deposto o presidente cubano, Miguel Diaz-Canel, do poder.
O vice-ministro das Relações Exteriores, Carlos Fernandez de Cossio, disse em entrevista coletiva: “Posso confirmar firmemente que… o sistema político cubano não está pronto para negociações e certamente nem o presidente nem a posição de qualquer autoridade cubana devem ser negociados com os Estados Unidos.”
Cuba disse há uma semana que tinha entrado em negociações com o governo dos EUA porque o embargo comunista ao petróleo imposto pelo presidente dos EUA estava a empurrar o país ainda mais para uma crise económica e, como disse Trump, ele poderia fazer “o que eu quiser” com Cuba, um vizinho soberano.
Díaz-Canel disse então a um grupo de activistas estrangeiros que levam ajuda humanitária a Cuba que Cuba se preparava para uma possível “agressão” dos EUA.


