Cabo Verde fez história. Não foi outro empate. 0 a 0 contra a Espanha em sua estreia na Copa do Mundo Foi marcado por uma figura que sustentou algo mais que um resultado: Josimar “Vozinha” Diasresponsável por transformar um jogo de resistência em um daqueles cartões postais que explicam o futebol.
Com apenas 40 anos, o guarda-redes cabo-verdiano viveu o seu primeiro Mundial como se toda a sua carreira esperasse por este momento. Cada ataque espanhol encontrou uma resposta ordenada, paciente e quase inevitável. Não houve piscar excessivo. O dele era o contrário. Houve uma presença. E foi o suficiente.
A Espanha monopolizou a bola, instalou o jogo no campo adversário e procurou caminhos. A estrada que acabou nunca se abrindo. A partida não foi quebrada. Estava numa fronteira constante: Vozinha. Sempre alerta, sempre posicionado, sempre um passo à frente do erro.
Cabo Verde construiu o seu plano desde o início: atacar, fechar os espaços, prolongar o zero o máximo possível. Não foi uma demissão, foi tudo parte de uma estratégia.





