Neste verão, a conta turística volta a ser fechada em favor do Brasil. O papel da Argentina

RIO DE JANEIRO O perfume é inconfundíveluma mistura de mar, protetor solar e doce fumaça do mar queijo para as fogueiras. Mas se você fechar os olhos sob o sol implacável de Copacabana, a trilha sonora engana. Parece familiar. discussões sobre futebol, jingle de parceiro e a questão obrigatória de ir de uma ponta à outra da areia; “Ei, quanto é o troco?”. Quando você abre os olhos, a confirmação é avassaladora. Uma onda de camisas da Argentina, do Boca e do River pintou o caminho para o Rio, transformando o cartão postal mais famoso do Brasil em um cartão postal. Filial Argentina, mas com água quente e moros ao fundo.

A paisagem, que parece uma mera anedota colorida, tem um respaldo estatístico que simplesmente choca os números oficiais. Brasil fecha em 2025, tirando a poeira de todos os seus recordes históricos de turismo internacionalMais de 9.200.000 estrangeiros cruzaram suas fronteiras, o que representa um aumento de 37,1% em relação ao ano anterior. E nesta barreira a Argentina não foi apenas mais um player, mas o motor da indústria. Mais de 3.300.000 compatriotas escolheram este destino no ano passadoLiderando o ranking contra chilenos e americanos.

No entanto, O modelo do turista argentino de 2026 caminhando por Ipanema ou Barra da Tijuca no Rio de Janeiro hoje é diferente do ano passado.. Ele é um viajante informado e digitalizado, com uma calculadora na mão. Se o verão de 2025 fosse “barato de verdade”. esta temporada requer uma engenharia financeira mais sutilque apoia novos instrumentos de pagamento e a procura da estabilidade de preços.

“A decisão de ir para o Rio foi fácil. pelo clima e porque o litoral argentino é bastante caro”, resume o argentino Leandro Galeano.Santiago Filipuzzi/ Enviado Especial – Santiago Filipuzzi

“Viemos porque era o aniversário de 80 anos da minha mãe e A decisão de ir para o Rio foi fácil, pois o clima e o litoral argentino são bastante caros.“, resume Leandro Galeano, 43 anos, que viajou com a família de La Plata e se instalou em um hotel na Barra da Tijuca.

Para Leandro, que já visitou o Rio de Janeiro outras vezes, a surpresa não foi a propriamente dita, mas o crescimento da cultura de serviço brasileira; Continuam a manter quase os mesmos preços de março“.

Os números que a família Galeano consegue na arena confirmam o conforto. para alugar as cadeiras pagaram 10 reais, cerca de 2.900 pesos argentinos (cadeiras) e 25 reais, cerca de 7.250 pesos argentinos por um caipirinha. “Parecia um presente para nós“, frase.

Seu sobrinho, Thomas Poggi, de 24 anos, acrescenta um fato importante. A decisão de viajar não foi impulsiva, mas pesquisada nas redes. “Vi vídeos de influenciadores financeiros como Joven Inversor comparando Mar del Plata ao Brasil e mostrando que o litoral poderia ser ainda mais caro. Isso influenciou na escolha”, explica.

Thomas também destaca a adoção em massa da nova ferramenta. pagamento por Pix. “Eu uso para quase tudo, o troco é melhor e é muito cômodo”, diz ele sobre o sistema brasileiro de pagamentos instantâneos, que muitas carteiras virtuais na Argentina já permitem ser utilizadas por meio da leitura de códigos QR, evitando o manuseio de dinheiro.

O Pix, sistema de pagamento lançado pelo Banco Central do Brasil em 2020, domina entre os turistas estrangeiros.

Embora o Rio mantenha o mistério, 2026 confirma os salários departamentais. O sul do Brasil é rei absoluto. De acordo com dados exclusivos Booking.com com o qual ele concordou A NAÇÃO, Florianópolis lidera o ranking geral dos destinos mais procurados pelos argentinos neste verãosuperando inclusive clássicos nacionais como Mar del Plata e Bariloche.

Se você olhar apenas para o Brasil, os cinco primeiros revelam uma clara preferência pela logísticaAtrás de Florianópolis (1º) e Rio de Janeiro (2º) vêm Búzios, Bombinhas (a apenas uma hora de carro de Florianópolis) e Porto de Gallinas (no estado de Pernambuco, no nordeste do Brasil).

Lá no Sul quem manda mesmo é quem trabalha na praia. Diego, 26 anos, de Córdoba, que dirige o negócio milanês e de empanadas Sazón Argentino em Florianópolis, percebe uma mudança de ritmo. “A única diferença é que as pessoas chegaram mais tarde. No ano passado, o dia 1º de dezembro já estava lotado. Agora a maior parte chegou ao Natal”, afirma. Para ele, os turistas sentem o impacto com o aluguel, mas “no supermercado e na alimentação a diferença não é tão sentida”.

O empresário destaca que o real saltou de 210 pesos no verão passado para 290 pesos em algumas carteiras virtuais nesta temporada.

Florianópolis mantém liderança entre as praias preferidas dos argentinos que optam por passar férias no BrasilTomas Cuesta – LA NAZION

Uma vez instalado, a demanda explode. Bianca González, da agência Que Onda Turismo da Barra da Lagoa, confirma que o movimento atual é “massivo”. “O mais solicitado é a excursão à ilha do Campeche; Está à venda e é preciso fazer reserva com sete dias de antecedência”, detalha.

Para Bianca, de 36 anos, que se mudou definitivamente em novembro, a equação continua fechada.Compare preços de pacotes o dia todo na costa atlântica e são mais caros que um passeio de barco aqui com atividades incluídas“.

Jimena Gutiérrez, gerente geral Booking.com Para a Argentina, ele argumenta que a preferência pelo Brasil se explica por “uma taxa de câmbio favorável, charme das praias brasileiras e oportunidades de compras.

Ao cair do meio-dia e o sol se esconder atrás das montanhas, milhares de argentinos assistem o ritual de aplausosum costume importado que já faz parte do folclore local. Nesse ponto, a engenharia financeira, o cálculo do Pix e as comparações com a costa atlântica ficam em segundo plano. O Brasil, com seus preços amigáveis ​​e sua geografia privilegiada, mais uma vez confirma sua validade; não é mais um “presente”, mas para a multidão que ultrapassou os limites, É o melhor investimento do verão até agora.

Por: Marcelo Silva de Sousa


Link da fonte