A polícia prendeu 10 suspeitos, apreendeu armas brancas, roupas de estilo militar e instruções para a fabricação de bombas.
Publicado em 6 de julho de 2026
Marrocos afirma ter detido 10 membros de uma célula ligada à afiliada do ISIL na região do Sahel (ISSP), frustrando um ataque planeado.
O Gabinete Central de Investigação Judicial, chefe da agência marroquina responsável pelas operações antiterroristas, disse na segunda-feira que, além da apreensão de suspeitos, ataques simultâneos em várias cidades marroquinas revelaram armas brancas, roupas de estilo militar, instruções para a fabricação de bombas, materiais digitais e produtos químicos, bem como carros suspeitos de terem sido modificados ou bombardeados.
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Um armazém usado pela célula continha cilindros de gás butano e panelas de pressão cheias de pregos e ligadas com eletricidade.
A polícia disse que o plano do grupo estava “em estágio avançado de preparação”.
O último ataque de um grupo afiliado ao EIIL em solo marroquino ocorreu em 2023, quando três homens mataram um policial em Casablanca.
Nos últimos anos, assistimos a um aumento na actividade de grupos militantes afiliados ao ISIL e à Al-Qaeda em toda a região do Sahel e na África Ocidental.
No vizinho Mali, Jama’at Nusrat al-Islam wal-Muslimin (JNIM), afiliado da Al-Qaeda, explorou o vácuo criado pelo colapso do controlo governamental para tomar vilas e cidades, chegando mesmo a sitiar a capital em Novembro.
A vizinha Mauritânia também enfrentou ataques transfronteiriços por parte de combatentes aliados ao longo da sua fronteira com o Mali.
Os afiliados do EIIL e da Al-Qaeda também expandiram a sua presença no Burkina Faso e no Níger.
Embora Marrocos tenha sido em grande parte poupado à violência regional, as autoridades dizem que 130 cidadãos foram recrutados pelo ISSP nos últimos anos.




