Quarta-feira, 5 de novembro de 2025 – 13h05 WIB
Jacarta – Os metais de terras raras são elementos metálicos altamente valiosos que são usados não apenas para fabricar smartphones e carros elétricos, mas também para fabricar armas modernas. Entre suas aplicações, esse metal é utilizado na construção de aviões de guerra e submarinos.
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Além disso, metais de terras raras são encontrados em munições especiais e veículos blindados, sistemas de propulsão e tecnologia de sensores. São necessários mais de 400 quilogramas de metais de terras raras para fabricar apenas uma aeronave furtiva F-35.
A maior parte dos metais de terras raras processados na Alemanha provém da China, e é aí que reside o problema: como resultado de uma disputa tarifária com os Estados Unidos (EUA), Pequim anunciou no início de Outubro de 2025 que iria mais uma vez reforçar as suas anteriormente rigorosas regras de exportação.
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A China ameaçou interromper as exportações de metais de terras raras necessários para fins militares. Além disso, as empresas que solicitam licenças de exportação para a China são agora obrigadas a apresentar informações detalhadas, algumas das quais são confidenciais. Para os fabricantes de armas, estas alegações são completamente inaceitáveis.
“Cláusulas de uso final, altas barreiras burocráticas e acesso ao planejamento de fornecimento são basicamente espionagem industrial”, disse Jacob Kullik, cientista político da Universidade de Tecnologia de Chemnitz, à DW.
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A Federação da Indústria Alemã (BDI) também foi crítica: “As novas regras podem ser vistas como um ataque direto aos programas ocidentais de modernização militar”, afirmou num comunicado.
Recentemente, a indústria de armamento alemã aumentou enormemente a produção para equipar as forças armadas alemãs, a Bundeswehr, com sistemas de armas modernos.
O apoio contínuo à Ucrânia sob a forma de remessas de armas é também um factor de fortalecimento das forças armadas, o que poderá ser um espinho na carne para o aliado da Rússia, a China. Como a indústria de defesa alemã respondeu?
“Não há pânico na indústria”, disse à DW Hans-Christoph Atzpodien, CEO da Associação Alemã da Indústria de Segurança e Defesa (BDSV). Em comparação com outras indústrias, Atzpodien aponta que a indústria de defesa utiliza “quantidades relativamente pequenas de metais de terras raras”.
Além disso, a empresa tomou medidas antecipadas para evitar a necessidade de reduzir a produção nos próximos meses. No entanto, os especialistas ainda veem um risco real de escassez de oferta. A China controla cerca de 80% da produção global e mais de 90% do processamento de metais de terras raras.
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“À medida que a situação se agrava, a grande questão é onde é que as agências de defesa conseguirão alternativas e a situação parece muito sombria”, afirmou Kullik, que estuda a importância das matérias-primas estratégicas para a segurança militar.





