Brasil x Marrocos, um confronto poderoso em que ambos saíram ilesos para seguir na Copa do Mundo

O primeiro grande confronto da Copa do Mundo não fez muito barulho. Não era nem uma questão de entrar em alta velocidade. Tem muita Copa do Mundo pela frente. As explosões foram os grandes gols, por um lado, como que para nos lembrar que se enfrentavam duas equipes que deveriam ter uma longa história no torneio. deixado em um um empate que nenhum deles aceitou com consternação. Quase tomaram isso como ponto de partida para começar a garantir a classificação nas duas datas restantes. “Temos que melhorar”, foi a resposta lacônica Carlos Ancelottia reunião acabou de terminar Concluído pela MetLife de Nova Jersey, última cena

Há várias Copas do Mundo, não havia dúvida de quem era o favorito na partida entre Brasil e Marrocos. Mas agora, ou há alguns anos, é necessária outra leitura. A visão mudou. A este Brasil, como indica a sua história única, não falta a individualidade de algumas falhas desequilibradas, mas como grupo permanece bastante disperso; Ancelotti ainda busca um rumo. Marrocos está na tabela de seleções muito boas desde a última Copa do Mundo, que premiou seu novo status futebolístico com o quarto lugar: bons jogadores, ordem tática, coragem e mentalidade vencedora.

O Marrocos deixou uma imagem melhor no primeiro tempo e o Brasil acordou no segundo. Um duelo equilibrado, com os momentos e situações de gol de cada um – não muitos – distribuídos proporcionalmente.

Matheus Cunha ficou em segundo e teve intervenções melhores que Igor ThiagoDARRIAN TRAYNOR – GETTY IMAGES AMÉRICA DO NORTE

O Brasil poderia ter ficado mais do que feliz com o placar de 1 a 1 no primeiro tempo. Com a aparência deslumbrante de Vinicius, ele fez resultado com a superioridade coletiva e futebolística do Marrocos. O Brasil chegou à Copa do Mundo cercado de dúvidas que não são novas, têm uma longa história. Muito tempo sem convencer, com jogo triste e resultados discretos. O Brasil precisa melhorar, evoluir, e a estreia deu-lhe o adversário mais difícil do grupo, o Marrocos, que pode ser uma encruzilhada nos play-offs.

A seleção africana enfrentou o jogo sem complicações, longe de ter medo de toda a aura que cerca o Brasil. Ele já mostrou do que é capaz ao chegar à final da Copa do Mundo de 2022 naquela que foi a melhor campanha de um africano na história das Copas do Mundo. Esse quarto lugar não foi circunstancial, nem fruto de uma determinada geração, responde a um projeto que vem da base, com a formação de jovens jogadores. A Argentina foi notícia na Copa do Mundo Sub-20, ao perder a final para o Marrocos.

O Marrocos saiu para definir as condições contra um Brasil que não tinha chuteiras no meio-campo. O sempre presente Casemiro, mal apoiado por Bruno Guimarães e Lucas Paquetá, não aguentou a mobilidade e rapidez da bola proporcionada por Ounahi – que já tinha deixado uma impressão muito positiva no Qatar -, Aynaoui e Brahim Díaz. Na área de gestação, o Marrocos surpreendeu com Mazraoui, lateral-esquerdo que se aventurou pelo interior e contribuiu para a fluidez dos avanços.

O Brasil não tinha bola, Raphinha não tinha noção, o centroavante Igor Thiago estava isolado de tudo e só Vinicius, com alguns desabafos, deu ar ao seu time. O avançado do Real Madrid beneficiou de um Hakimi que mostra mais sinais de hierarquia ao projetar do que ao controlar um extremo afiado.

Aos 15 minutos, quando o Brasil começou a se organizar com a transferência de Paquetá, o Marrocos se machucou no eixo central. Como tantos atacantes, a origem esteve em Mazraoui, que procurou Diaz, responsável por filtrar com perfeição a assistência da pista livre deixada pelos experientes Marquinhos e Gabriel. O beneficiário foi Saibari, que definiu com um hat-trick sutil após a saída de Alisson. Grande gol e forte apelo para o Brasil.

Marrocos não recuou para preservar a vantagem de 1-0. Ele continuou a busca, com projeções de Hakimi e ataques com menos de quatro jogadores. O que o Brasil não conseguiu igualar através do trabalho em equipe foi resolvido com um lampejo de individualidade, talvez o seu jogador mais adequado para isso: Vinicius. Sempre eléctrico e ziguezagueante, o extremo, após passe de Guimarães, desviou e cruzou a imparável direita. Reproduziu o que tantas vezes viu no Real Madrid.

O Brasil pode se sentir aliviado com o cenário sombrio. O Marrocos já não se sentia tão seguro e Bono sofreu um chute em tesoura de Paquetá, goleiro que idolatrava o “Burrito” Ortega, e cobrou escanteio.

O segundo tempo foi uma história diferente, mais equilibrada e favorável ao Brasil, que ficou mais estruturado após as mudanças. Saiu o lateral-direito Roger Ibáñez, substituto de Wesley – que não estava no elenco por lesão – e não funcionou. Aceito, Danilo teve uma presença maior. Com Casemiro repreendido, Fabinho dominou o círculo central.

Brasil Compacto 1 vs Marrocos 1

Brasil x Marrocos – Copa do Mundo 2026

O Brasil conseguiu jogar no campo adversário como não fez no primeiro tempo. Marrocos parecia sentir o desgaste; Suas linhas recuaram. O Brasil esteve perto do segundo gol com a combinação de Vinicius e Raphinha, de quem o Brasil precisa como parceiro. Alisson salvou o Brasil aos nove minutos dos descontos. Ronaldo Nazario, Roberto Carlos e Kaká foram vistos na plateia. Neymar Ele fez isso do banco, ferido repetidamente. O Brasil ainda não cumpriu sua história.




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