Um juiz de Utah deve decidir na segunda-feira se os repórteres e o público devem ser impedidos de participar de partes importantes de uma próxima audiência sobre o assassinato de Charlie Kirk.
A defesa de Tyler Robinson pediu ao juiz Tony Graff que limitasse o acesso à audiência preliminar de 6 a 10 de julho, quando os promotores deverão demonstrar que possuem provas suficientes para justificar um julgamento. Marcará a apresentação de provas mais importante até à data num caso que até agora se concentrou em questões de acesso aos meios de comunicação social.
Os advogados de defesa solicitaram a vedação de vários documentos que os promotores planejam apresentar na audiência de julho, argumentando que poderiam manchar o júri antes de um possível julgamento.
Os advogados de Robinson tentaram evitar a cobertura da mídia que, segundo eles, às vezes deturpa seu cliente, já que seu caso atraiu enorme atenção do público. Um jovem de 23 anos do sudoeste de Utah é acusado de crimes, incluindo homicídio qualificado, em um assassinato ocorrido em 10 de setembro no campus da Utah Valley University, em Kirk.
Os promotores planejam buscar a pena de morte se Robinson for condenado. Ele ainda não apresentou a petição.
Os promotores argumentaram que a audiência preliminar deveria permanecer aberta, mas concordaram em proibir a mídia de ver ou transcrever certos documentos que poderiam ser usados em julgamentos futuros. Eles planejam introduzir análises forenses, vídeos de vigilância, gravações de depoimentos de testemunhas, resultados de autópsias e supostas mensagens de Robinson confessando o crime.
As autoridades disseram que DNA consistente com o de Robinson foi encontrado no gatilho do rifle usado para matar Kirk, no invólucro de um cartucho disparado, em dois cartuchos não identificados e em uma toalha usada para embrulhar o rifle. Os promotores também disseram que Robinson deixou um bilhete para seu parceiro romântico que dizia: “Tive a chance de sair com Charlie Kirk e vou aproveitá-la”.



