Abelardo de la Esparilla foi nomeado presidente eleito da Colômbia no domingo, com o advogado nacionalista, apoiado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, obtendo uma vitória estreita.
De la Esperilla, apelidado de “O Tigre”, venceu o primeiro turno de votação no final de maio com 43,7% dos votos, segundo contagens oficiais. No segundo turno, obteve 49,66% dos votos, derrotando o senador de esquerda Ivan Capeda.
Quem é Abelardo de la Espriella?
Abelardo de la Espriella nasceu em 31 de julho de 1978 em Bogotá. Aos dois anos, a família mudou-se para a cidade caribenha de Monteria.
O empresário é cidadão dos Estados Unidos, Itália e Colômbia.
Homem casado e com quatro filhos, antes de concorrer às eleições presidenciais, de la Esperilla se viu envolvido em diversas polêmicas.
Bullying, estupro e outros conflitos
Numa entrevista arquivada, o advogado disse que quando criança se “divertia” amarrando fogos de artifício em arbustos e vendo-os explodir.
Segundo relatos locais, ele alegou que pretendia fazer o animal voar, mas não sabia que os fogos de artifício iriam explodir. Os comentários eleitorais do presidente geraram polêmica e muitos o acusaram de crueldade contra os animais.
A oposição de esquerda também criticou de la Esparilla pelas suas ações, dizendo que a sua confissão contrastava com as suas ações anteriores em relação ao bem-estar animal e à legislação anti-crueldade aprovada no país.
Em Maio de 2026, perto da primeira volta das eleições presidenciais, um candidato de direita foi acusado de assédio sexual.
De acordo com relatos locais, de la Esparilla mostrou a uma jornalista fotos espontâneas de seus órgãos genitais durante uma entrevista à Piso 8 FM.
O incidente provocou indignação entre grupos de direitos das mulheres e resultou numa ordem judicial exigindo que a candidata apresentasse um pedido público de desculpas à jornalista.
Além disso, os meios de comunicação colombianos também expressaram preocupação com o negócio durante a campanha presidencial, segundo o qual. cadeira vaziagira em torno do estereótipo do “macho alfa”.
Mude à direita para a Colômbia
A vitória de De la Esparilla marca uma grande mudança para o país latino-americano, pois marca a primeira mudança para a direita em quatro anos.
Ele deverá tomar posse em 7 de agosto, substituindo Gustavo Petro, o primeiro e único presidente de esquerda da Colômbia.
Durante a sua campanha, o presidente eleito também contou com o apoio de outras nações de direita da América Latina, como o presidente equatoriano Daniel Nubua, que prometeu acabar com as tarifas sobre produtos colombianos se de la Esparilla fosse eleito. O presidente do Chile, José Antonio Caste, o presidente da Argentina, Javier Meli, e o presidente dos EUA, Donald Trump, também expressaram seu apoio ao candidato nacionalista.
Quais são algumas das promessas feitas pelo presidente eleito?
De la Esparilla, considerado um líder de direita ou extrema direita, disse publicamente que retirará a Colômbia de instituições internacionais como a Corte Interamericana de Direitos Humanos e as Nações Unidas.
O empresário também pediu um sistema de segurança semelhante ao de El Salvador, para construir 10 megaprisões em todo o país e matar criminosos como “ratos e baratas”.
Ele também é um defensor de políticas econômicas laissez-faire que permitem que as empresas privadas cresçam e se desenvolvam sem controle governamental. O líder de direita também exigiu a abolição dos ministérios.
Depois de Trump ter recuado, o líder colombiano anunciou que apoiaria o bombardeamento de alegados “campos narcoterroristas” e a ameaça de plantações de coca apoiadas por aviões norte-americanos.
O empresário também apelou a um ataque militar dos EUA na Venezuela, que levou à prisão do presidente em exercício, Nicolás Maduro.
O líder também apelou à renovação dos laços com Israel, que foram cortados pela administração Petro devido ao genocídio de Israel na Faixa de Gaza.
De la Esperilla também é contra o aborto, contra a adoção entre pessoas do mesmo sexo, e apelou aos limites do FECODE, o principal sindicato de professores do país.
Com estas limitações, de la Esparilla espera reformar o sistema educativo que será mais ativo no ensino de valores religiosos aos alunos.




