Esta crescente frustração tornou-se o foco de um post X amplamente partilhado pelo consultor de carreiras Simon Ingary, que apresentava uma conversa fictícia entre um chefe de RH e um CEO após a demissão de um funcionário sénior.
O que aconteceu
Na postagem, a empresa descreveu a perda de um funcionário antigo após aceitar uma oferta de emprego externa. De acordo com o personagem fictício de RH, o funcionário superou repetidamente as expectativas, mas foi solicitado a aguardar o “próximo ciclo de revisão” ao solicitar um aumento.
Na entrevista, o CEO insistiu que os orçamentos de recrutamento externo são baseados no “valor de mercado”. Mas o executivo de RH destacou que o funcionário também fazia parte do mesmo mercado e outra empresa foi a primeira a reconhecer o seu valor.
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O Post afirmou ainda que, embora a empresa estivesse relutante em aprovar um aumento de 20% para um funcionário, estava disposta a pagar a um candidato externo 70% a mais pelo mesmo cargo.

Depois que a empresa rejeita um aumento de 20%, um funcionário leal sai e uma conversa entre o RH e o CEO revela detalhes inesperados sobre a cultura de trabalho corporativa.
um ponto de viragem
Um dos momentos mais comentados da postagem foi quando o chefe de RH explicou que o funcionário não pediu demissão apenas por causa do salário.
Pelo contrário, ele “percebeu que seria menos recompensado pela sua lealdade do que pela sua partida”.
O diálogo fictício também destacou como as empresas às vezes aprovam orçamentos mais rapidamente para candidatos externos do que para funcionários internos. Num exemplo partilhado online, o orçamento de uma nova contratação foi aprovado em poucos dias, enquanto o pedido de aumento de um funcionário ficou pendente durante meses.
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Em menos de 24 horas, a postagem foi visualizada mais de 1 milhão de vezes e muitos especialistas disseram que o cenário parecia familiar. Trabalhadores de todos os setores discutem como a mudança de emprego pode levar a um maior crescimento salarial do que permanecer no mesmo empregador durante anos.
Outros se relacionam com o lado emocional da história. A postagem sugeria que respeito, apreço e apreciação oportuna são tão importantes quanto a compensação.
Uma linha-chave que ressoou com muitos leitores é que as empresas às vezes “confiam mais em um candidato após uma entrevista de 45 minutos do que em um funcionário que já provou seu valor por 5 anos”.
A discussão também abordou uma realidade mais ampla no local de trabalho: os funcionários veem cada vez mais a mobilidade profissional como o caminho mais rápido para o crescimento financeiro e o reconhecimento profissional.


