Com uma capitalização de mercado de cerca de US$ 86 bilhões, as ações da Bloom Energy (BE) retornaram mais de 1.500% aos acionistas nos últimos 12 meses. Hoje, a Bloom Energy não é apenas uma história de energia limpa, mas também um ator importante na megatendência de IA. Consequentemente, acredito que as ações da BE merecem muita atenção dos investidores que desejam exposição à infraestrutura de IA sem pagar prêmios de nível Nvidia (NVDA).
O resultado final é o seguinte: a Bloom está assinando acordos enormes, aumentando as receitas a taxas de três dígitos e liderando cada vez mais num mercado ávido por energia rápida e limpa. O argumento para a compra de ações é forte – e está ficando mais forte a cada trimestre.
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AI Power Deals da Bloom Energy mudam a história de crescimento
A Oracle (ORCL) anunciou recentemente que a Bloom será a única fornecedora de energia para o Projeto Júpiter, uma planta de inteligência artificial de vários gigawatts em construção no Novo México. Segundo a empresa, o projeto irá implantar até 2,45 gigawatts de servidores Bloom Energy, que substituirão completamente turbinas a gás e geradores de reserva a diesel.
A Bloom também anunciou recentemente um acordo com a Nebius (NBIS), uma empresa de inteligência artificial em nuvem, para implantar 328 MW de capacidade de célula de combustível até 2026. Nebius citou razões semelhantes às da Oracle para a mudança: tempo de resposta rápido na eletricidade, emissões praticamente zero e a capacidade de lidar com cargas de trabalho de IA durante anos para se conectar à rede.
O acordo Nebius em si poderia totalizar US$ 2,6 bilhões em taxas de serviço mensais.
Por que as empresas de IA escolhem a Bloom
O poder é o maior obstáculo que retarda a corrida armamentista da IA no momento. Construir um novo data center não significa nada se você não puder ligá-lo. As ligações à rede podem levar anos e as turbinas a gás enfrentam batalhas sobre a qualidade do ar e a utilização da água.
Bloom ignora tudo isso. Suas células de combustível podem gerar eletricidade sem combustão, o que significa que não emitem óxidos de nitrogênio. Essas células também se beneficiam do consumo mínimo de água e de uma fração do atrito permitido dos sistemas baseados em combustão.
O diretor comercial, Aman Joshi, deixou isso claro em uma declaração da empresa: “As cargas de trabalho de IA exigem infraestrutura de energia que corresponda ao desempenho das plataformas de nuvem nas quais são executadas”.
Os sistemas modulares da Bloom Energy também podem ser movidos de um local para outro se o projeto de construção atrasar. Isto dá aos clientes uma flexibilidade que as centrais eléctricas tradicionais não podem oferecer.
Desempenho sólido no primeiro trimestre
No primeiro trimestre de 2026, a Bloom Energy relatou receita de US$ 751,1 milhões, um aumento de 130% ano a ano. Foi a primeira vez que a empresa registrou crescimento superior a 100% como entidade pública.


