Uruguai extraditará para a Argentina os dois franceses responsáveis ​​pelos carregamentos contaminados com cocaína

Ahmed Adda Belkocir46 anos e Isaac Ben Daoud35 anos, ele é francês e estão presos em Montevidéu. A Justiça uruguaia decidiu extraditá-lo para a Argentina, onde Eles são acusados ​​de estarem por trás de uma tentativa de contrabando de cocaína para a Europa. Os carregamentos de narcóticos estavam escondidos em encomendas destinadas a empresas multinacionais.

Isso foi relatado a fontes oficiais. A decisão de conceder a extradição solicitada pelas autoridades argentinas foi tomada por Huberto Álvarez, juiz instruído do Primeiro Juizado Penal de Montevidéu.

Em audiência realizada na última sexta-feira, ele representou o Ministério Público Procurador Alejandro Sastreos dois suspeitos “Eles concordaram com o pedido de entrega,” de acordo com a documentação oficial a que teve acesso A NAÇÃO.

Conforme relatado A NAÇÃOplano narcocriminoso sim Belkocir Os trabalhadores encontraram no mês passado Direcção Geral das Alfândegas (DGA) e Polícia de Segurança Aeroportuária (PSA), que criou uma pesquisa internacional em colaboração entre Argentina e França uma entrega controlada Revelar quem foram os participantes da manobra de contrabando de drogas na nação europeia.

Ele cuidou do caso na Argentina Juiz Econômico Marcelo Aguinsky, com a intervenção de Procurador Germán Bincaz. O magistrado ordenou que os 11 quilos de cocaína contidos no pacote fossem substituídos e entregues sob vigilância, a fim de prender os receptores dos entorpecentes em Paris.

Após o envio das encomendas, Belkocir e Daoude deixaram a Argentina: foram para o Uruguai em um voo que decolou do Aeroporto Metropolitano Jorge Newbery. Naquela época ainda não havia mandado de prisão nacional ou internacional contra eles.

“Como se trata de uma investigação de cooperação internacional, as detenções foram ordenadas após a conclusão da entrega controlada para perturbar a operação em França, onde sabemos que um suspeito foi detido. Ainda não se sabe se a carga é o destinatário final ou se é algum tipo de ‘cadete’”, disse na altura. A NAÇÃO Juiz Aguinsky.

Os dois cidadãos franceses por trás do tráfico de cocaína escondidos nos pacotes

Com base em imagens de câmeras de segurança, os detetives do caso conseguiram identificar o táxi em que os dois suspeitos chegaram ao Aeroporto Metropolitano.

“Depois de identificar o táxi, encontraram o motorista e o chamaram para prestar depoimento. Logo depois, sabendo o rumo da viagem, determinaram o local onde os dois suspeitos estavam hospedados: um apartamento alugado temporariamente em Palermo”, explicaram fontes judiciais.

Por ordem do juiz Aguinsky, o apartamento alugado pelos dois suspeitos foi revistado e a documentação pertinente ao caso foi apreendida.

Por fim, os dois suspeitos foram detidos no Aeroporto Internacional de Carrasco, em Montevidéu, quando se preparavam para embarcar em um voo da Aerolíneas Argentinas de volta a Buenos Aires. Eles tentaram viajar com documentos argentinos, segundo fontes do caso.

Uma quadrilha de traficantes que enviava cocaína da Argentina para a França é desmantelada

O chamado “Operação Oh la la” Começou no dia 24 de abril, os funcionários e detetives da Direção Geral das Alfândegas PSA Uma remessa suspeita foi interceptada no “setor de correio” de exportação do Aeroporto Internacional de Ezeiza.

“Dentro de uma caixa plástica escondida na embalagem, encontraram 11 tijolos de cocaína, acondicionados a vácuo e marcados com uma marca. o símbolo de um escorpiãouma modalidade distinta usada por organizações criminosas para identificar remessas. Com peso total superior a 11 quilos, O valor das drogas era superior a US$ 165 mil.“, anunciou a Agência de Arrecadação e Controle Aduaneiro (ARCA) por meio de comunicado à imprensa. No escritório embarque de pacotes de açúcar foi declarado.

Após a descoberta e apreensão da cocaína, o juiz Aguinsky, em coordenação com as autoridades judiciais francesas, ordenou a substituição da cocaína e uma entrega supervisionada para identificar os destinatários do carregamento ilegal.

“A cooperação internacional foi imediata. Por meio do adido alfandegário francês no Brasil, as autoridades alfandegárias francesas aprovaram uma operação conjunta e passaram a coordenar ações com a Alfândega Argentina, a Diretoria Nacional de Inteligência e Investigação Aduaneira (Dnred) da França, os procuradores de Paris, Lyon e Bobigny, além do pessoal de segurança da companhia aérea Air France.

À medida que a pesquisa avança, Um segundo carregamento foi interceptado um dia depois em Ezeiza. Desta vez, a cocaína – mais de 12 quilos – estava escondida dentro de um compressor de ar. “Os investigadores notaram semelhanças entre os dois carregamentos e conseguiram estabelecer ligações entre os suspeitos envolvidos”, acrescentou o referido comunicado de imprensa.

Fontes ARCA explicadas A NAÇÃO que as mercadorias declaradas (açúcar e compressor de ar) chamaram a atenção do pessoal da alfândega e do PSA, o que levou à notificação do juiz Aguinsky, que estava de plantão. O magistrado ordenou uma vistoria no terreno.

“Não fazia sentido enviar açúcar e compressor de ar da Argentina para a Europa”, afirmaram as fontes consultadas.

Agora, para os investigadores, a extradição dos dois suspeitos e as informações que poderão ser obtidas na análise forense dos telemóveis apreendidos aos dois cidadãos franceses serão as chaves.




Link da fonte

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui