CIDADE DO MÉXICO (AP) – Centenas de mulheres marcharam pelas ruas da Cidade do México na terça-feira para protestar contra a violência contra as mulheres num país onde a violência baseada no género continua generalizada.
Entre as centenas de manifestantes vestindo bandanas roxas ou verdes, alguns carregam tambores e outros carregam cartazes. Um deles dizia: “Hoje sou a voz daqueles que procuram ajuda”.
“Estou aqui pela minha avó, pela minha mãe, por todas as mulheres que já não estão aqui, por todas as mulheres que denunciam (a violência) e não a apoiam”, disse Aline Rocha, uma professora de 41 anos que marchou no Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres.
A violência de género e a igualdade têm recebido maior atenção desde que a Presidente Claudia Sheinbaum, a primeira mulher líder do México, assumiu o cargo no ano passado. Mas no início deste mês, Schoenbaum também foi agarrado por um homem bêbado enquanto caminhava pelo centro histórico da capital.
Na terça-feira, ele reuniu os governadores dos 32 estados do México para relatar o progresso no sentido de tornar o assédio sexual um crime em cada estado. “Mudar a lei não é suficiente, mas é necessário”, disse ele.
Miriam Gonzalez, uma médica de 41 anos, disse que mesmo depois de uma mulher chegar à presidência, “nada mudou”.
O Instituto Nacional de Estatística e Geografia do México disse que em 2021, 70% das mulheres e meninas mexicanas com mais de 15 anos relataram ter sofrido alguma forma de violência – quase metade dela de natureza sexual.






