Quarta-feira, 26 de novembro de 2025 – 13h46 WIB
Jacarta – Sem um quadro estratégico maduro, o plano de realinhamento da rupia corre o risco de falhar. Portanto, o debate público sobre o planeamento precisa de ser inserido num quadro estratégico, não limitado a mudanças cosméticas. ‘remover três zeros’.
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Isto porque Kusfiardi, analista de economia política do Instituto FINE, afirma que o discurso público muitas vezes fica preso em aspectos técnicos sem compreender as pré-condições macro, institucionais e comportamentais que determinam o sucesso da reabilitação.
Kusfiardi disse em Jacarta, quarta-feira, 26 de novembro de 2025: “O debate público sobre a reestruturação muitas vezes pára no nível cosmético, ou seja, ‘removendo os três zeros’, sem compreender o quadro estratégico que realmente determina o seu sucesso.”
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Segundo ele, a experiência internacional mostra um padrão consistente, nomeadamente que a reestruturação só será bem sucedida se fizer parte de um pacote abrangente de reformas (Pacote de reforma), que visa a credibilidade do país, a estabilidade dos preços e a eficiência das transações.
“Em muitos países, o reajuste foi bem-sucedido quando fazia parte do Pacote de reforma “O que visa a credibilidade do país, a estabilidade de preços e a eficiência das transações”, acrescentou.
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Kusfiardi citou estudos do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial que demonstraram que uma reestruturação eficaz só seria possível no âmbito de uma forte estabilidade de preços e de uma disciplina fiscal credível.
Ele cita os exemplos de Türkiye (2005) e da Polónia que alcançaram sucesso após fortalecerem a capacidade dos seus bancos centrais juntamente com a disciplina macro e reformas institucionais.
Ele também explica que a literatura sobre a credibilidade dos bancos centrais, incluindo a discutida por Cukierman no Federal Reserve Bank of St. Louis Review, mostra que a confiança do público é uma condição prévia importante para que as alterações nos valores nominais não sejam interpretadas como sinais de instabilidade ou crise.
Além disso, vários estudos de caso do Gana e do México, bem como relatórios sobre sistemas de pagamentos do Comité de Pagamentos e Infra-estruturas de Mercado do Banco de Pagamentos Internacionais (BIS-CPMI) mostram que a prontidão da infra-estrutura de tecnologias de informação e a capacidade de transformação da integração digital para a integração retalhista são muitas vezes um factor de diferenciação que diferencia entre um preço único e a triangulação.
“Vemos que a transição digital e a prontidão do sistema de pagamentos é um factor decisivo que não deve ser ignorado”, explicou Kusfiardi.
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Sem falar que Kusfiardi acrescenta que os aspectos comportamentais (risco comportamental) são um elemento importante que muitas vezes é esquecido nos debates públicos. E se nos referirmos ao estudo do BCE sobre a transição para o euro, existem riscos como efeitos de arredondamento, percepções de inflação e preconceitos psicológicos públicos que podem exacerbar o fracasso se a comunicação pública for inconsistente e não baseada em dados.


