Djokovic venceu batalha em Wimbledon e fechou multidão com pipoca

LONDRES, enviado especial.- Novak Djokovic voltou a vencer em Wimbledon, mas desta vez não o fez com conforto, como de costume pelo espírito competitivo, mas com a habilidade que mostrou no último lance da partida: o sérvio mergulhou para alcançar um voleio de Arthur Rinderknech, que também mergulhou na grama para alcançar a bola. O ponto terminou, os dois caíram no chão e o público explodiu. Assim, com o corpo na grama, Djokovic selou uma vitória difícil por 7-5, 6-4, 1-6, 7-6 (4) para avançar para a próxima rodada de Wimbledon.

Rinderknech (1,96 metros de altura e saque potente), jogou com determinação grande parte da partida e não desistiu, a cobrança chegou à rede. Djokovic respondeu com sua elasticidade característica, avançando para marcar o ponto final com todo o corpo. O francês também ficou no chão. Foi o melhor final da partida.

Djokovic começou a partida com o controle habitual. Sem necessariamente jogar seu melhor tênis, ele administrou melhor os momentos importantes do primeiro set e fechou 7-5. Na segunda, voltou a impor a sua hierarquia nos pontos de maior pressão e avançou dois sets por 6-4. Até então, o desenvolvimento parecia mais uma forte vitória do sérvio no All England Club, em sua longa história no gramado londrino.


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Mas Rinderknech mudou o tom da partida no terceiro set. O francês liberou o braço, ganhou profundidade, passou a doer mais nos chutes e aproveitou a queda significativa de Djokovic. O sérvio perdeu a precisão, parecia desconfortável e perdeu o set com um surpreendente 6-1. Ele também acertou o quadríceps da perna esquerda na tentativa de reativar a mobilidade com as raquetes. Ele até pediu ao público que torcesse mais agitando os braços.

O quarto set foi o verdadeiro ponto crucial da partida. Djokovic recuperou a compostura, mas Rinderknech resistiu bravamente à pressão. O francês não se contentou em vencer um set: continuou a atacar, defendeu os jogos de serviço de forma convincente e obrigou o sérvio a resolver a partida no tie-break. Lá, Djokovic redescobriu sua marca: o craque da época e a pressão do adversário.

Djokovic está no seu auge, como diz a nova geração, pois aos 39 anos continua a provar que a sua capacidade competitiva está intacta. E que o sonho de vencer o seu 25º Grand Slam está muito mais próximo.




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