Desafios duplos da indústria de telecomunicações da Indonésia

Quinta-feira, 15 de janeiro de 2026 – 19h50 WIB

Jacarta – O desenvolvimento de infra-estruturas digitais ocupa uma posição estratégica para a Indonésia. Não apenas uma ferramenta de negócios para operadoras de telecomunicações, mas também a base da transformação digital nacional.

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Segundo Saroto Atmo Sutarno, Presidente Geral da Sociedade de Telemática (MASTEL), a indústria nacional de telecomunicações enfrenta atualmente múltiplos desafios.

Por um lado, precisamos de acelerar o desenvolvimento de infraestruturas, desde a banda larga fixa até ao 5G, para que os serviços digitais possam ser usufruídos de forma equitativa.

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Por outro lado, a indústria enfrenta, na verdade, uma forte pressão devido aos elevados custos regulamentares, à forte concorrência empresarial e à monetização de serviços abaixo do ideal.

Explicou que as várias barreiras que muitas vezes surgem não provêm do lado técnico, mas da falta de preparação do ecossistema, de governação da implementação no terreno e de integração do planeamento entre os níveis central e regional.

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“As políticas não sincronizadas, a utilização de infra-estruturas de apoio que ainda não são óptimas e a compreensão regional da importância da infra-estrutura digital como pilar do desenvolvimento ainda não é uniforme, o que paralisou o processo de transformação digital. É como ‘areia no sapato’ que está a dificultar os grandes passos da nação”, disse na quinta-feira, Janeiro 620.

Ele também abordou o T3 Kemkomdigi, que é a direção de desenvolvimento da Indonésia Digital definida pelo Ministério das Comunicações e Tecnologia para o período 2025-2029, que é a base da estratégia nacional para a igualdade de acesso digital, crescimento económico baseado na inovação e um espaço digital seguro.

T3 Kemkomdigi inclui:

* Conectado, onde os países garantem que a conectividade digital está disponível, é acessível e pode ser utilizada de forma eficaz pela sociedade e pelo setor produtivo.

* Crescimento, o que significa que a transformação digital cria um verdadeiro valor acrescentado para a economia.

* Espaço digital seguro, confiável e soberano.

Ele sublinhou que o T3 Kemkomdigi não é um slogan, mas uma directiva política que combina regulamentação, desenvolvimento de infra-estruturas e execução industrial para que a digitalização da Indonésia não seja apenas rápida, mas também economicamente valiosa e segura para o país.

No mesmo evento, o Vice-Ministro das Comunicações e Digital (Wamenkomdzi) Nejar Patria disse que a rede de telecomunicações tornou-se agora uma necessidade básica da sociedade, a par da electricidade e da água. Portanto, interromper os serviços sem uma solução alternativa não é considerado uma medida sensata.

“Quando existem diferenças nas percepções das normas ou autoridade de gestão de recursos, a resolução deve ser feita através do diálogo e da coordenação, e não através do encerramento de serviços cujo impacto é sentido directamente pela comunidade”, explicou.

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Nezar Patria sublinhou que o Ministério das Comunicações e Tecnologia está pronto para facilitar o diálogo entre os governos regionais e a indústria para alinhar os interesses das receitas regionais com a sustentabilidade dos serviços digitais nacionais.



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