Hoje falaremos sobre autoboicote: quando somos tóxicos. Existem maneiras cotidianas de nos impedirmos, de nos inibirmos ou de fazermos coisas que nos impedem de ter um bom desempenho. Simplificando, todos nós tivemos a oportunidade de dar três passos para frente e quatro para trás.
Então, como podemos saber se nos tornamos nosso pior inimigo? Alguns dos sinais são:
Atrasar é uma forma de autoboicote. E por que demoramos? Não é por falta de capacidade, mas porque sentimos que precisamos estar mais preparados e procuramos evitar ser julgados. Em suma, o autoboicote envolve sempre uma atitude de evitação.
É perfeccionismo sempre sentindo que algo está faltando: “Tirei 9 na prova… deveria ter tirado 10!” Buscamos a perfeição porque tentamos evitar a vergonha e proteger nosso “eu ideal”. Tememos que um erro prejudique nossa autoimagem ou a imagem que os outros têm de nós.
Quando vivemos pensando e nos analisando o tempo todo, no fundo, estamos evitando a tomada de decisão.
Algumas pessoas sempre se associam ao mesmo tipo de pessoa, geralmente com pessoas com características negativas. Em outras palavras, “eles tropeçam na mesma pedra”. Na verdade, eles estão boicotando seus relacionamentos interpessoais.
No fundo, tudo se resume ao medo de errar. Em algum momento, todos iremos falhar; No entanto, o fracasso faz parte do caminho para o sucesso. Portanto, Não devemos estragar o fracasso, porque é sempre um professor que vem nos ensinar alguma coisa.
E por que podemos nos tornar nossos piores inimigos?
Porque não queremos abandonar o nosso antigo eu. O autoboicote protege aquele velho eu, o conhecido eu: “estou sempre atrasado”, “sou invisível”, “sou o louco de casa”… Todos temos um “eu sou” oculto através do qual construímos a história de quem somos. “Eu sou” é o que defendemos, porque é o que conhecemos e o que naturalizamos.
O boicote automático não visa destruir o novo, mas proteger o antigo. Porque, inconscientemente, tentamos não perder a imagem que temos de nós mesmos. Então, se sou funcionário e estou prestes a ser promovido a chefe, faço algo para errar. É assim que eu mantenho o meu”a situação“.
Devemos compreender que quem se boicota tem medo do sucesso. Como disse Freud, quando consegue, ele procura falhar a cada passo. Por exemplo, ele forma um casal e depois trai; ou conseguir um bom emprego e começar a chegar tarde.
É verdade que temos que ser corajosos o suficiente para nos permitirmos fazer bem e ter sucesso sem nos sentirmos culpados. Para sair do boicote aos automóveis, temos que nos permitir ser felizes. Mas esta permissão não vem de fora, mas de si mesmo.





