“Segundo ataque na Venezuela se…”: o grande alerta de Trump após a prisão de Nicolás Maduro

Em meio à incerteza sobre o futuro político da Venezuela após os grandes ataques liderados pelos EUA no país, o presidente Donald Trump alertou na segunda-feira sobre um segundo ataque ao país “se eles não agirem”.

Membros do grupo de milícias conhecido como “Collectivs” participam de uma marcha pedindo a libertação do presidente venezuelano Nicolás Maduro. (REUTERS)

“Estávamos prontos para fazer um segundo ataque”, disse Trump aos repórteres durante a reunião. Quando questionado por um repórter se novas ações estavam fora de questão, Trump esclareceu que não. “Se eles não se comportarem, atacaremos uma segunda vez”, ouviu-se Trump dizer.

O último aviso de Trump veio dias depois de as forças norte-americanas terem lançado uma operação diurna e noturna em Caracas para prender o líder venezuelano Nicolás Maduro e a sua esposa e companheira, Celia Flores. O casal está atualmente em Nova York, onde estão sendo julgados por acusações relacionadas a drogas.

A Colômbia é o futuro?

Trump também sugeriu outra operação semelhante na Venezuela, desta vez na Colômbia. Numa crítica ao presidente colombiano Gustavo Petro, Trump disse que o país está sob o domínio de um “homem doente”.

Questionado se os EUA tomariam medidas militares contra o país, Trump respondeu: “Estou bem com isso”.

“A Colômbia também está muito doente, é dirigida por um homem doente que adora fabricar cocaína e vendê-la aos Estados Unidos, e vai fazê-lo em breve”, disse Trump aos jornalistas a bordo do Air Force One.

Trump sobre as eleições venezuelanas

Durante recentes interações com a mídia, Trump também disse que o foco está mais em “consertar” o país do que nas eleições. Os seus comentários ecoaram uma posição semelhante do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, que disse que as eleições na Venezuela seriam “prematuras” neste momento.

“Estamos nos concentrando agora em todos os problemas que tivemos quando Maduro estava lá. Ainda temos aqueles problemas que precisam ser resolvidos. Daremos ao povo a oportunidade de resolver esses problemas e problemas”, disse ele, citado no relatório da AFP.

Anteriormente, Rubio afirmou que os EUA não procuram uma mudança total de regime na Venezuela e não têm planos de assumir um papel diário no governo de Caracas.

Os seus comentários vieram em resposta às repetidas declarações de Trump de que os EUA iriam “gerir” a Venezuela até à transição de poder. Em contraste, Rubio disse durante uma entrevista à CBS News que o papel dos EUA se limitaria a impor uma “quarentena do petróleo” e a usá-la como alavanca para pressionar por mudanças na Venezuela.

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