O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e a primeira-dama Celia Flores foram presos numa trágica operação noturna, acordados e arrastados do seu quarto enquanto as forças dos EUA invadiam a sua casa, informou a CNN, citando duas fontes familiarizadas com a operação.
O ataque surpresa ocorreu dentro do fortemente fortificado Fort. Complexo militar de Tiuna em Caracas, onde o casal estava hospedado enquanto os comandantes dos EUA se mudavam. A operação, realizada pela Força Delta de elite do Exército dos EUA, ocorreu sob o manto da escuridão em Caracas na manhã de sábado e foi concluída em menos de 30 minutos.
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Reagindo à missão, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que Maduro foi retirado do que ele disse ser uma “cidadela”.
Trump também acrescentou que os EUA apagaram “quase todas as luzes” na capital venezuelana enquanto as tropas avançavam para retirar Maduro e sua esposa.
“Ele estava no castelo”, disse Trump à Fox News em entrevista por telefone.
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Trump confirmou que Maduro seria transportado para Nova Iorque num navio dos EUA, onde seria detido no Centro de Detenção Metropolitano, no Brooklyn. Uma pessoa familiarizada com o assunto disse à Bloomberg que Maduro deverá comparecer pela primeira vez ao tribunal na segunda-feira.
Meses de planejamento
No início do sábado, ocorreram inúmeras explosões em Caracas acompanhadas por aviões voando baixo. O ataque, que durou menos de 30 minutos, incluiu pelo menos sete explosões que fizeram os moradores correrem para fora.
O general Dan Kane, presidente do Estado-Maior Conjunto, descreveu meses de planejamento para a operação. “Pensamos, desenvolvemos, praticamos, praticamos, discutimos, praticamos continuamente”, disse ele.
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“Não para acertar, mas para garantir que não erramos.” As forças dos EUA estudaram todos os detalhes da vida de Maduro, desde a sua rotina e dieta até aos seus animais de estimação e roupas.
Vídeos de Caracas e de uma cidade costeira não identificada mostraram fumaça e rastros de chamas enchendo o céu enquanto explosões silenciosas iluminavam a noite.
Após a operação, o Departamento de Justiça dos EUA anunciou que Maduro foi fundamental numa conspiração de décadas para contrabandear cocaína para os Estados Unidos, trabalhando com grupos regionais de drogas e terroristas. O DOJ também divulgou uma nova acusação nomeando a esposa e o filho de Maduro entre os novos réus.
Se for condenado, Maduro poderá pegar prisão perpétua de acordo com as diretrizes de condenação dos EUA. O líder venezuelano, que foi indiciado pela primeira vez pelos EUA em 2020 com uma recompensa de 50 milhões de dólares pela sua captura, negou consistentemente envolvimento no comércio de drogas.
O governo de Maduro acusou os EUA de atacar instalações civis e militares, chamando-o de “ataque imperialista” e apelando aos cidadãos para que saíssem às ruas.
(Com informações da agência)





