Ahuja salienta que mais de 55 por cento da população da Índia beneficia de cereais alimentares subsidiados, de escolaridade pública e de casa própria. “Cerca de 79 milhões de pessoas na Índia recebem cereais subsidiados a 2-3 rupias por kg… 56% dos matriculados na educação estão em escolas públicas… 86% possuem casas”, escreve ele. Embora estes números reduzam os números da inflação nacional, não reflectem os custos de uma família de classe média que vive numa cidade metropolitana.
Realidades urbanas: custos crescentes para famílias de classe média
Para as famílias urbanas que não possuem casa própria, estes números pintam um quadro muito diferente quando se trata de pagar escolas privadas, serviços de entrega de mercearias e cuidados de saúde. No ano passado, as propinas das escolas privadas aumentaram entre 10-20% e, na última década, o aumento foi de espantosos 169%. Os serviços de comércio rápido e entrega aumentaram os preços dos alimentos em mais de 20%, enquanto a inflação dos cuidados de saúde nos hospitais privados ultrapassa facilmente os 10%. Além disso, a premiumização tornou os bens de consumo, a alimentação e as experiências mais exclusivas, obrigando os residentes a gastar mais para manter um estilo de vida socialmente visível.
Comparando os gastos urbanos da Índia com cidades como São Francisco, Hong Kong ou Dubai, Ahuja enfatiza o forte contraste experimentado pelo retorno dos INR. Embora esperem preços acessíveis com base nas estatísticas nacionais, a realidade de comer fora, fazer pedidos e aproveitar as comodidades da cidade é surpreendentemente cara. “Se você mora em Gurgaon ou Mumbai hoje, você mora em uma cidade com custos internacionais, infraestrutura deplorável e ar para respirar”, observa.
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A questão a salientar é clara: os números globais da inflação, por si só, não conseguem captar a experiência de vida nas áreas urbanas da Índia. Mesmo um pacote lucrativo de 70 lakh de rupias por ano não se traduz necessariamente em conforto ou qualidade de vida numa cidade cujos custos são comparados aos dos centros urbanos mais caros do mundo.





