Em 1942, um engenheiro florestal britânico tropeçou em um lago esqueleto no Himalaia. Aqui está o que você precisa saber sobre o misterioso Roopkund

Escondido a quase 16.500 pés acima do nível do mar em Uttarakhand, o Lago Roopkund se parece com qualquer outro lago congelado do Himalaia – até a neve derreter. À medida que o gelo recuou, centenas de esqueletos humanos emergiram de suas margens, o que lhe valeu o apelido assustador de “Lago dos Esqueletos”.

O mistério atraiu a atenção mundial pela primeira vez em 1942, quando um engenheiro florestal britânico tropeçou em restos humanos espalhados ao redor de um lago glacial. Desde então, os cientistas encontraram os restos mortais de várias centenas de pessoas, mas uma questão recusa-se a desaparecer: quem eram eles e como é que todos acabaram num dos lugares mais remotos do mundo?

Um lago mostrando os mortos

Roopkund fica congelado sob espessas camadas de neve e gelo durante a maior parte do ano. Durante o breve degelo do verão, a água recua e ossos humanos, crânios e restos de esqueletos emergem ao longo da costa e sob as águas rasas.

Alguns esqueletos são pouco mais que fragmentos, enquanto outros estão tão bem preservados que vestígios de tecidos moles foram descobertos quando foram descobertos pela primeira vez.

Teorias que surpreenderam os especialistas

Ao longo das décadas, a terrível descoberta de Roopkund gerou inúmeras teorias.


Alguns acreditavam que as vítimas faziam parte de uma peregrinação real apanhada por uma tempestade nas montanhas. Outros especulam que eram soldados que morreram cruzando o Himalaia após uma campanha militar fracassada. O folclore local deu uma explicação ainda mais incrível: uma tempestade de granizo enviada por um deus da montanha destruiu todo o grupo em um dia.

No entanto, nenhuma dessas teorias se ajusta totalmente às evidências.

DNA muda o segredo

A pesquisa científica moderna virou o mistério de cabeça para baixo.

Como resultado da análise genética, constatou-se que os esqueletos não pertenciam a um grupo de pessoas. Embora a maioria tenha ascendência do Sul da Ásia, outros demonstraram ligações genéticas com populações no Mediterrâneo Oriental – a milhares de quilómetros de distância.

A datação por radiocarbono trouxe outra surpresa. As mortes não foram o resultado de um único acontecimento trágico. Em vez disso, morreram em momentos diferentes, com alguns restos mortais separados por centenas de anos.

Um mistério não resolvido

As descobertas levantam mais questões do que respostas, dizem os pesquisadores.

Por que pessoas de diferentes origens e idades migram para o mesmo lago isolado no Himalaia? Rupkund fazia parte de uma antiga rota de peregrinação ou expedições separadas sofreram destinos semelhantes ao longo de gerações?

Os registros históricos sugerem que as viagens religiosas na região podem ter ocorrido muito antes do documentado anteriormente. No entanto, ainda não há uma explicação clara de como pessoas de origens tão diversas acabaram num lago glacial remoto.

Mais de 80 anos depois de os esqueletos terem sido relatados pela primeira vez, Rupkund continua a guardar um dos maiores mistérios não resolvidos do Himalaia, com cada degelo do verão revelando outra peça de um quebra-cabeça antigo.

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