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Decisão da Lei de Registros Presidenciais
O juiz federal John Bates rejeitou na quarta-feira o último argumento do Departamento de Justiça de que a lei pós-Watergate é inconstitucional, dizendo que a administração Trump deve continuar a cumprir a Lei de Registros Presidenciais, informaram a Reuters e a ABC News.
A decisão foi um grande golpe para a posição jurídica da administração depois de o Gabinete de Consultoria Jurídica do Departamento de Justiça ter emitido um aviso, em 1 de Abril, de que o presidente poderia anular a “independência e autonomia” da aplicação da lei.
Por que o juiz rejeitou o argumento do DOJ?
De acordo com a decisão, Bates disse que os demandantes demonstraram um “risco significativo” de que a administração não estivesse cumprindo integralmente a lei que rege os registros presidenciais.
“A Lei de Apropriações segue uma longa tradição de leis de integridade do serviço público”, escreveu Bates. “Não será o primeiro e não será o último.”
O juiz também observou que o governo operou de acordo com a lei durante quase cinco décadas, sem grandes desafios constitucionais, inclusive durante a primeira administração de Trump e no início do seu atual mandato, conforme relatado pela Reuters e pela ABC News.
Bates emitiu uma ordem preliminar instruindo os funcionários da Casa Branca e do poder executivo a seguirem a lei e desconsiderarem um parecer recente do Departamento de Justiça que a declarava inconstitucional.
No entanto, a ordem não se referia diretamente ao presidente Donald Trump, ao vice-presidente J.D. Vance, ao Departamento de Justiça ou à Administração Nacional de Arquivos e Registros.
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O que a Lei de Registros Presidenciais exige?
A Lei de Registros Presidenciais foi aprovada em 1978, após Watergate. A lei estabeleceu regras para a preservação de documentos relativos às atribuições do presidente e sua transferência para o Arquivo Nacional após o término do mandato de administração.
Durante décadas, a lei serviu de enquadramento para garantir que os registos presidenciais fossem eventualmente divulgados.
Segundo a Reuters, enfraquecer ou ignorar a lei ameaça a preservação de materiais oficiais do governo relacionados com a tomada de decisões presidenciais e a responsabilização pública.
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Por que os historiadores e os grupos de vigilância estão preocupados?
As ações judiciais foram movidas por grupos como a American Historical Association, American Watchdog e Freedom of the Press Foundation.
O Diretor Executivo da American Oversight, Chioma Chukwu, descreveu a decisão como “uma importante vitória para a responsabilidade presidencial” e reafirmou “a constitucionalidade da Lei de Registros Presidenciais, que foi estabelecida há décadas”.
Um porta-voz da Casa Branca respondeu que a administração “deixou claro que mantemos um programa rigoroso de retenção de registros”.
A batalha jurídica gira em torno da posição do governo, escrita no Gabinete do Conselho Geral, que afirma que a lei interfere indevidamente nos poderes do presidente. Bates discordou, escrevendo que o cumprimento da lei não imporia um fardo prejudicial ao governo.
A decisão agora deixa em vigor a Lei de Registros Presidenciais para funcionários da Casa Branca e funcionários do poder executivo, à medida que continua uma batalha legal mais ampla sobre o poder presidencial e a preservação de registros.
Perguntas frequentes
O que o juiz ordenou?
O juiz ordenou que a Casa Branca e os funcionários do poder executivo cumprissem a Lei de Registros Presidenciais.
A decisão se aplica diretamente a Trump?
Não são. A ordem não se aplica diretamente a Donald Trump ou JD Vance.





