Cientistas descobrem o segredo de uma planta: uma planta comum está fazendo algo com a água que surpreendeu totalmente os pesquisadores

Cientistas descobriram o segredo escondido na planta: Uma planta ribeirinha comum na qual a maioria das pessoas nunca pensa duas vezes está agora intrigando os cientistas. Pesquisadores que estudam a cavalinha lisa, uma das plantas mais antigas da Terra, descobriram que a água dentro de seu caule continha os valores de isótopos de oxigênio mais extremos já medidos em um material terrestre.

Uma descoberta não significa que a fábrica esteja produzindo algo estranho. Em vez disso, os pesquisadores descobriram que o núcleo é como uma torre de destilação natural, mudando a química da água à medida que ela viaja da base até a ponta da planta, relata o Eco News. A descoberta pode remodelar a forma como os cientistas interpretam as pistas armazenadas nas plantas do deserto, nos fósseis e nos registos climáticos antigos.

Uma planta mais antiga que os dinossauros esconde um segredo incrível

As cavalinhas pertencem ao gênero de plantas Equisetum, com fósseis que datam de mais de 400 milhões de anos. Embora o moderno rabo de cavalo liso (Equisetum laevigatum) seja muito menor do que seus parentes antigos, ele guarda um segredo especial em seus caules verdes e segmentados.

Pesquisadores liderados por Zachary Sharp, da Universidade do Novo México, coletaram cavalinhas lisas que crescem ao longo do Rio Grande, no Novo México, relata a Eco News. Eles queriam entender como a água mudava ao passar pela planta.

Do lado de fora, as plantas pareciam normais. Algo incomum estava acontecendo lá dentro.

À medida que a maré sobe, ela muda dramaticamente

Os cientistas usam isótopos de oxigênio como impressões digitais para rastrear a água. Esses isótopos são átomos de oxigênio de pesos diferentes.

A equipe de pesquisa descobriu que a água dentro do caule da cavalinha começou com valores isotópicos normais perto da base. À medida que a água subia, a umidade escoava lentamente pelas paredes do caule. Essa evaporação deixou para trás isótopos pesados ​​de oxigênio e alterou permanentemente a química da água restante.

Quando a água atingiu o topo do caule, os valores dos isótopos eram diferentes de tudo o que foi registrado anteriormente em material terrestre.

O estudo mediu valores de δ18O variando de -8,3‰ a 82,6‰, enquanto os valores de Δ′17O variaram de 0 a -1,797 por mega, de acordo com um relatório da Eco News. Segundo os pesquisadores, essas medições ampliaram o alcance terrestre conhecido desse tipo de oxigênio por um fator de cinco.

Segundo cientistas, os espécimes pareciam quase extraterrestres

Os resultados foram tão incomuns que pareciam quase impossíveis a princípio.

“Se eu encontrasse esta amostra, diria que é de um meteorito”, disse Zachary Sharp, professor de ciências da Terra e planetárias na Universidade do Novo México, numa reportagem da Eco News.

Sharp descreveu a haste do rabo de cavalo como uma “maravilha da engenharia”. A estrutura da planta permite que a água suba, enquanto pequenas quantidades evaporam continuamente, alterando a química da água segmento por segmento.

É um processo surpreendentemente complicado para uma fábrica que muitas pessoas simplesmente ignorariam.

Por que esta descoberta é importante em ambientes secos?

As descobertas ajudam a explicar por que as medições de isótopos de oxigênio em plantas e animais do deserto às vezes intrigam os cientistas.

O ar seco, o calor e o vento podem aumentar a evapotranspiração e alterar drasticamente as características químicas armazenadas nas plantas. Isto significa que os sinais climáticos registados nas plantas nem sempre refletem a fonte original de água. Eles também podem conter fortes efeitos de evaporação.

Utilizando medições de cavalinha, os investigadores refinaram um importante modelo de evaporação que poderia ajudar os cientistas a distinguir melhor entre as influências biológicas e físicas no registo climático, relata o Eco News.

Sinais de um clima antigo podem exigir outro olhar

As cavalinhas produzem pequenas estruturas de sílica chamadas fitólitos. Essas estruturas vítreas podem sobreviver muito depois da morte de uma planta e são frequentemente usadas para recriar climas antigos.

No entanto, pesquisas mostraram que o sinal de oxigênio armazenado na sílica fitólita nem sempre corresponde à água que passa pelo caule.

Como resultado, os fitólitos fósseis podem por vezes fornecer estimativas de humidade enganosas se os investigadores calcularem a média dos sinais em todo o núcleo ou não tiverem contexto suficiente.

Esta descoberta não invalida o registo fóssil, mas sugere que a interpretação de climas antigos pode ser mais difícil do que se pensava anteriormente.

Um estudo de campo simples com grandes implicações

O estudo inclui também uma componente educativa prática. Quatorze estudantes vincularam diretamente o trabalho de campo à análise laboratorial, ajudando a coletar amostras de plantas e a medir impressões digitais de oxigênio.

Os cientistas planeiam agora estudar a presença de isótopos semelhantes noutras plantas e ambientes, particularmente em regiões áridas onde a evaporação pode afectar gravemente a química da água, relata a Eco News.

Perguntas frequentes

Que planta os cientistas estudaram?
Os cientistas estudaram cavalinha lisa (Equisetum laevigatum).

Por que os cientistas estão surpresos com esta planta?

Isso porque a água dentro do seu caule apresentou os níveis mais elevados de isótopos de oxigênio já medidos em terra.

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