De acordo com a psicologia, as pessoas que navegam no telefone enquanto assistem TV não são apenas multitarefas
Assistir TV pelo smartphone é comum em diferentes faixas etárias. Segundo a psicologia, esse comportamento muitas vezes está relacionado à forma como as pessoas processam as informações, e não à forma como utilizam a tecnologia.
Os cientistas explicam que o cérebro realmente não consegue realizar duas tarefas complexas ao mesmo tempo. Em vez disso, muda o foco entre a TV e o telefone. Estas rápidas mudanças de foco podem afetar a quantidade de informações que as pessoas lembram das duas atividades. Ao mesmo tempo, muitas pessoas continuam a fazê-lo porque parece natural depois de usar a mídia digital durante anos.
Como a psicologia explica o hábito?
A psicologia mostra que muitas pessoas seguram o telefone porque o cérebro está em busca de novas informações. Canais de mídia social, mensagens de texto e vídeos curtos fornecem atualizações regulares. Cada nova notificação dá ao cérebro algo mais para trabalhar.
Os especialistas também explicam que esse hábito pode se tornar parte do dia a dia. Depois de repetir a mesma ação muitas vezes, as pessoas podem abrir seus telefones sem pensar. Eles podem continuar rolando mesmo quando o programa de TV é importante porque a ação é automática.
O que esse comportamento poderia significar?
Usar duas telas ao mesmo tempo nem sempre significa que não é possível focar. Em vez disso, pode refletir diferentes estados mentais. Algumas pessoas adiam um programa de TV porque ele não capta totalmente o seu interesse. Outros podem estar aguardando mensagens de amigos, familiares ou trabalho. Algumas pessoas acham desconfortável ficar paradas e não fazer mais nada.
A psicologia também afirma que as pessoas estão sempre em busca de estímulos. Quando uma fonte de entretenimento fica mais lenta, eles rapidamente recorrem a outra. Isso cria um ciclo onde o cérebro espera por informações contínuas em vez de se concentrar em uma atividade.
Porque muitas pessoas fazem
Vários fatores podem levar as pessoas a usarem seus telefones enquanto assistem TV.
- Um dos motivos é o tédio. Se houver momentos de lentidão no programa, as pessoas geralmente começam a verificar seus telefones.
- Outro motivo é o estresse. Navegar nas redes sociais ou conversar com amigos pode ajudar a distrair temporariamente a ansiedade.
- Muitas pessoas têm medo de excluir atualizações. Esse sentimento os motiva a verificar o telefone com frequência, mesmo quando estão ocupados com outras atividades.
- A tecnologia também torna a multitarefa mais fácil. Os smartphones são de fácil acesso, facilitando a mudança do foco da TV para o telefone em segundos.
Qual teoria psicológica explica esse comportamento?
Uma explicação está próxima Teoria da atenção da capacidade limitada. Esta teoria sugere que a capacidade de atenção mental das pessoas é limitada ao mesmo tempo. Quando alguém está assistindo TV e navegando em um smartphone ao mesmo tempo, ambas as atividades competem pela atenção do cérebro. À medida que a atenção muda entre eles, a compreensão e a memória podem diminuir.
Outra explicação segue Teoria da carga cognitiva. Esta teoria afirma que há um limite para a quantidade de informação que o cérebro pode processar de uma só vez. Múltiplos fluxos de informações aumentam a carga de trabalho mental e dificultam a compreensão completa de ambas as tarefas.
Psicólogos também se aplicam Condicionamento Operante. Notificações, curtidas e novos conteúdos oferecem pequenas recompensas que incentivam você a verificar seu telefone repetidamente. Com o tempo, esse hábito se fortalece à medida que o cérebro espera por outra atualização útil.
Isso é o que a psicologia diz
Vários estudos em psicologia e neurociência examinaram a multitarefa na mídia. Os pesquisadores descobriram que a multitarefa de mídia está associada à diminuição do foco e ao aumento da alternância entre tarefas.
A pesquisa também sugere que as pessoas que dividem sua atenção entre as telas podem ter mais dificuldade em ignorar as distrações. Em vez de se concentrarem numa única fonte de informação, movem-se rapidamente entre diferentes formas de meios de comunicação.
Os pesquisadores continuam investigando se a multitarefa de longo prazo na mídia altera os padrões de atenção ou se as pessoas com períodos de atenção mais curtos preferem naturalmente múltiplas telas. As descobertas atuais sugerem que ambos os fatores podem desempenhar um papel.
Como a liberação de dopamina molda a atenção e as emoções?
Estudos mostram que as pessoas que mexem no telefone enquanto assistem TV podem não apenas se distrair. Os cientistas descrevem esse hábito como uma corrida de dopamina, onde as pessoas procuram repetidamente conteúdos novos e divertidos que ativam o sistema de recompensa do cérebro. Segundo a psicologia, notificações, vídeos curtos e feeds intermináveis estimulam a atenção constante, dificultando a quebra desse hábito. Os especialistas também observam que as pessoas mudam para lidar com o estresse, o tédio, a solidão ou emoções desconfortáveis. Embora o comportamento proporcione alívio temporário, confiar demais nele pode reduzir o foco, prejudicar a regulação emocional e dificultar a participação nas atividades diárias.
Por que os especialistas dizem que lutar contra a rolagem se torna um hábito?
“Quando nos sentimos sobrecarregados, ansiosos, solitários ou mesmo entediados, nossos corpos podem interpretar esse desconforto como algo perigoso. O sistema nervoso deseja alívio imediato. uma estratégia auto-calmante”, disse Jane Frumberg, LCSW, psicoterapeuta e proprietária da Light Within Therapy, Real Simple.
A ciência por trás do padrão
O cérebro sempre decide se concentrar. Os smartphones são projetados para capturar a atenção por meio de som, vibração, alertas visuais e inúmeros novos conteúdos. Cada vez que uma mensagem aparece, o cérebro a percebe como uma nova informação. Incentiva as pessoas a pausar mentalmente a TV e verificar seus telefones.
Mesmo depois de voltar para a TV, o cérebro precisa de tempo para se concentrar totalmente. Repetir esse processo muitas vezes durante o programa pode reduzir a compreensão da história e dificultar a lembrança dos detalhes posteriormente.
O que as pessoas podem aprender?
Compreender esse comportamento pode ajudar as pessoas a se tornarem mais conscientes de seus hábitos de tela. As pessoas podem começar a perceber quantas vezes verificam seus telefones sem motivo aparente. O simples fato de estar ciente de um hábito costuma ser o primeiro passo para mudá-lo.
Escolher horários específicos para usar uma tela em vez de duas pode melhorar a concentração. Algumas pessoas guardam seus telefones enquanto assistem a um filme ou documentário importante. Outros silenciam as notificações para minimizar interrupções. Pequenas mudanças como essas ajudam as pessoas a se manterem ocupadas com uma coisa de cada vez.
Lições de vida desses comportamentos
Esse hábito mostra que as tecnologias modernas competem diariamente pela atenção humana. Também nos lembra que a atenção é um recurso limitado. Gastar com sabedoria pode melhorar o aprendizado, a comunicação, o entretenimento e a experiência cotidiana.
A psicologia incentiva as pessoas a compreender seus hábitos em vez de julgá-los. Depois que as pessoas entenderem por que estão trocando de tela, elas poderão decidir se seu comportamento apoia seus objetivos ou se está apenas preenchendo os momentos em branco.
Construir hábitos digitais saudáveis não exige abrir mão da tecnologia. Significa simplesmente usar telefones e outros dispositivos de forma mais consciente e fazer escolhas que proporcionem melhor foco e equilíbrio.




