A múmia de Ötzi, de 5.300 anos, ainda está “viva”? Cientistas encontram micróbios ativos nele

Ötzi, o Homem do Gelo, que foi morto por uma flecha nos Alpes italianos há 5.300 anos, continua a surpreender os cientistas com novas descobertas logo após a sua morte.

Microorganismos vivos dentro do corpo

Numa incrível descoberta científica, os cientistas descobriram que ainda existe vida microscópica no corpo de Otzi. As antigas bactérias intestinais e cepas de leveduras tolerantes ao frio dentro da múmia não são apenas preservadas, mas permanecem metabolicamente ativas.

Armazenamento atemporal

Otzi foi mantido em uma câmara especial a menos seis graus Celsius, projetada para interromper todos os processos biológicos e preservar o corpo para sempre. Mas descobertas recentes mostraram que este frio extremo não interrompeu completamente a atividade dos micróbios.

Evolução em tempo real

De acordo com um estudo recente publicado na revista Microbiome, estes microrganismos antigos continuam a adaptar-se e a evoluir milhares de anos depois. Isto derruba suposições de longa data sobre os limites de armazenamento e vida em condições extremas.

Talvez o mais surpreendente seja o facto de algumas populações de leveduras terem aumentado nos últimos nove anos. Esta notável capacidade mostra que a morte não pôs fim ao microbioma de Otzi.


Ao mesmo tempo, é uma preocupação para museus de todo o mundo. Se estes organismos antigos conseguem sobreviver a temperaturas congelantes e até mesmo decompor os modernos produtos químicos esterilizantes, como podemos evitar que vestígios históricos de valor inestimável sejam lentamente devorados por dentro?

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