Xabier Azkargorta morreu aos 72 anos: o que aconteceu e reações à morte do treinador

Esta sexta-feira foi confirmada a morte de Xabier Azkargorta, ex-técnico da seleção chilena na década de 1990. O espanhol, nascido em Azpeitia, morreu aos 72 anos, depois de sofrer durante anos de um problema cardíaco. Sua morte foi anunciada por Petróleo a leste da Bolívia, clube pelo qual teve uma passagem ao longo de sua extensa carreira como banco.

“Estamos profundamente entristecidos pela sensível morte do professor Xabier Azkargorta, ex-diretor técnico de nossa instituição e símbolo do futebol boliviano, que conduziu nossa seleção à Copa do Mundo de 1994. Acompanhamos sua família e amigos neste momento de dor enquanto se despedem hoje de uma verdadeira lenda”, postou a seleção boliviana nas redes sociais.

O treinador de bombeiros

A jornada de Xabier Azkargorta reflecte uma carreira moldada por golos precoces e decisões ousadas. Uma lesão interrompeu o seu sonho como jogador do Bilbao Athletic, mas impulsionou a sua carreira académica na medicina e aproximou-o, inesperadamente, do banco. Desde os primeiros passos no Nàstic se destacou por um estilo de frente que marcaria sua carreira.

Depois de treinar o Espanyol com apenas 29 anos Sua carreira se consolidou na Primeira Divisão com passagens por Valladolid, Sevilla e Tenerife.. No entanto, acabou por se sentir rotulado como “treinador de bombeiros”, situação que o levou a emigrar. “Talvez meu caráter de dizer as coisas com muita clareza não tenha me ajudado muito”, admitiu ele sobre aquela fase.

Cenas na Bolívia e no Chile

Azcargorta ganhou destaque na América do Sul depois que os Estados Unidos se classificaram para a Copa do Mundo de 1994, comandando a seleção boliviana. Isso lhe permitiu chegar ao Chile no ano seguinte para liderar o processo de qualificação para a França 1998.

Porém, a passagem do espanhol pela Espanha durou bem menos do que o esperado, devido ao fraco desempenho da seleção chilena. A seleção sul-americana teve um desempenho ruim na Copa América de 1995, no Uruguai, e continuou essa tendência nos amistosos subsequentes.

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Azcargorta finalmente deixou o cargo no Chile após um empate em 1 a 1 com a Venezuela, em Caracas, no início das eliminatórias da França para a Copa do Mundo. Ele foi substituído por Nelson Acosta, que acabou se classificando para a Copa do Mundo.

Carreira extensa

Depois de se mudar do Chile, Azkargorta dirigiu futebol no Japão e depois trabalhou também no México. Na última década voltou à Bolívia, comandando mais uma vez a seleção sul-americana. Além disso, viveu uma grande passagem pelo Bolívar, que chegou às semifinais da Copa Libertadores de 2014.



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