ORLANDO, Flórida – Bem-vindo de volta, Urban Meyer.
Bem-vindo à Nação Gator.
Bem-vindo de volta à família da Universidade da Flórida.
Como alguém que tem sido um dos maiores críticos de Meyer, deixe-me apenas dizer o seguinte:
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Está na hora.
Numa decisão que irritou alguns que odeiam Urban, a administração da Florida decidiu claramente que Meyer pertence à órbita do programa – e já não o faz de forma silenciosa ou desajeitada.
Em novembro, Meyer foi festejado em um jogo de futebol da UF para homenagear sua introdução no Hall da Fama do Futebol Americano Universitário. No próximo ano, seu nome será adicionado ao Anel de Honra – a peça mais sagrada do estádio. E se houvesse alguma dúvida sobre a posição de Meyer agora, ela desapareceu quando ele se sentou ao lado da maior lenda viva da Flórida, Steve Spurrier, na entrevista coletiva introdutória do novo técnico Jon Sumrall e gravou um vídeo brilhante endossando a contratação de Sumrall.
Não há distanciamento enigmático.
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Não existe ramo de oliveira indiferente.
Um abraço completo.
O Urbanator está, sem dúvida, de volta às boas graças da UF.
E os Gators são melhores por isso.
Sejamos honestos: o futebol universitário sempre foi construído em torno de caras complicados que às vezes deixam um rastro de terra arrasada. O legado de Meyer é um paradoxo – grandeza inegável aliada a uma controvérsia desconfortável. Apesar de todo o caos que supervisionou, ele também orquestrou um dos trechos mais dominantes do futebol universitário moderno. Os campeonatos são para sempre e as caixas de troféus da Flórida não vêm com asteriscos.
No entanto, é impossível ignorar o quão rompido o relacionamento se tornou. Apesar de levar os Gators a dois campeonatos nacionais, Meyer tornou-se persona non grata depois de deixar abruptamente o programa e ressurgir alguns meses depois como treinador principal do estado de Ohio. Certamente não ajudou o fato de ele ter conquistado outro título nacional no estado de Ohio, enquanto os Gators estavam atolados na mediocridade desde sua saída. Seu currículo também inclui conduta – na Flórida, no estado de Ohio e mais tarde no Jacksonville Jaguars – que levanta sérias questões morais e éticas.
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Essas verdades não desaparecem simplesmente com a passagem do tempo.
Mas este momento de boas-vindas não tem a ver com encobrir a história. É uma questão de maturidade.
É um reconhecimento de que um coach pode ser transformador e falho. Esses legados podem ser revisitados e renomeados com o tempo e a perspectiva. Os programas estão crescendo. As bases de fãs evoluíram. E, sim, muitas vezes o perdão segue.
Mais importante ainda, o retorno de Meyer diz algo significativo sobre a situação atual do futebol na Flórida.
Indica confiança e impulso para a frente.
Sumrall, cujo time de Tulane jogará o College Football Playoff neste fim de semana, entrou em Gainesville, Flórida, com a energia, credibilidade e bênção de Meyer e Spurrier. Isso é importante. Não em táticas. Não esquemático. Mas simbólico.
Bem-vindo de volta, Urban Meyer.
Finalmente o círculo está fechado.
A UF tem um passado pacífico e o futuro está aberto.
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