A UE mudou a sua abordagem na sequência de uma investigação sobre subsídios a veículos eléctricos, utilizando pressão e condições para fortalecer a sua posição negocial, afirma o relatório. Acusou o bloco de ser um “violador de regras” e de que o seu “poder normativo” está a ser enfraquecido porque define regras de uma forma que cria barreiras à entrada no mercado.
O comissário de Comércio da UE, Maros Sefcovic, deverá reunir-se com o ministro do Comércio da China, Wang Wentao, em Bruxelas esta semana, enquanto o bloco pressiona Pequim para resolver um crescente défice comercial que atingiu cerca de 410 mil milhões de dólares em 2025 e aumentou este ano.
As conversações ocorrem depois de os líderes da UE terem instado a Comissão Europeia a continuar as conversações enquanto preparam medidas de defesa em meio a preocupações com as importações chinesas subsidiadas e a dependência da cadeia de abastecimento.
O relatório mostra também que as empresas chinesas estão a dar menos preferência à Europa, sugerindo que a influência do bloco está a diminuir. Notou-se que muitos projectos de investimento sino-europeus, tais como novos veículos energéticos, baterias e fabrico de automóveis, que os países europeus procuram atrair, continuam.





