Vários gabinetes do partido no poder acreditam que as informações sobre o caso estão “vazias”. Manuel Adorni continuará nos próximos dias. A principal preocupação é o que acontecerá até o dia 2 de julho, quando o Estado-Maior comparecerá ao Congresso Nacional.
A priori, essa data é destinada ao relatório de gestão, mas o andamento do caso poderá aumentar a pressão política sobre o responsável e alimentar o pedido de interpelação da oposição, eventualmente com uma moção de censura como possível resultado.
Em troca dessa pressão, Adorni conta com total apoio do presidente. Javier Miley e sua irmã, secretária-geral da Presidência, Karina Milei. Ele se apresentou com os dois neste sábado em Rosário.
“É verdade que a questão vai continuar, e neste momento não importa o que saia ou de onde venha, tudo acrescenta mais danos”, definiu um responsável que se demitiu revoltado com a questão, tal como a maioria do partido no poder. “Não importa quais sejam os ‘detalhes’, ainda assim é prejudicial”, concluiu.
A maior parte do foco está no que pode ser obtido do relatório do especialista por telefone Matias TabarO empreiteiro que renovou a casa do cidadão Indio Cúa, em Exaltación de la Cruz, ao custo de 245 mil dólares, segundo foi declarado em tribunal.
O ministro coordenador seleciona a prudência de quais poderão ser os resultados dos laudos periciais e os menciona por despacho do Ministério Público. Gerardo Pollicita Uma extração bem detalhada foi feita no celular do Tabar, e ainda não têm os resultados. Em Balcarce 50 há quem insista que “tudo será explicado”.
Uma conta de mais de 8 milhões de pesos em despesas de limpeza saiu do telefone de Tabar esta semana, faturada em nome do secretário particular de Adorni e paga em dinheiro. Nos vários gabinetes do partido no poder, negam que possa haver mais notícias sobre o assunto e acreditam que “Embora os valores não sejam astronômicos, o impacto é muito tangível”, outra voz renunciou.
Embora ninguém admita ter falado com o ministro coordenador sobre o assunto, a demissão é franca neste momento. “Há três meses que investigamos as coisas nos capítulos, por que isso pararia agora, quando os laudos periciais estão a todo vapor?” argumentou um dos consultados.
Desde as primeiras semanas do caso, o sentimento partilhado, baseado em diferentes revelações, resumiu-se numa frase: “cada vez que pensávamos que a espuma ia descer, ela subia novamente”.
A dimensão do impacto, que há meses é alertado no Conselho de Ministros, concretizou-se esta sexta-feira com a retirada de Adorni do cargo de porta-voz. “Com tudo que saiu, era impossível ele continuar ali, ele estava caindo”.
O depoimento de Tabar, no início de maio, marcou o antes e o depois da investigação. Diante do procurador Pollicita, o empreiteiro disse que arrecadou mais de 240 mil dólares de Adorni para reformar sua casa de campo. Ele disse que era tudo em dinheiro e sem faturas, embora mais tarde tenha retornado ao Commodore Py e entregado recibos de muitas das compras feitas para a obra.
Entrevistado esta semana sobre a documentação enviada à Justiça, Tabar destacou, na entrevista ao sinal A24, que “é uma espécie de gestão das obras feitas e foi feita uma contagem e esse número foi alcançado”, e sublinhou que o orçamento inicial passado para Adorni cresce à medida que a obra avança. “As coisas se somaram”, disse ele.
Além de quebrar a equação de receitas e despesas do funcionário, incluindo a sua declaração perante o Tribunal entrega de celular.
É um iPhone que, após a tentativa fracassada do DATIP, acabou nas mãos dos peritos do Ministério Público de Buenos Aires. Os trabalhos judiciais ainda não foram concluídos, mas as informações já foram extraídas do aparelho e o Ministério Público recebe alguns dados parciais.
A última grande bateria de medidas ordenadas pelo Ministério Público na quinta-feira inclui um pedido de informações da loja Recoleta que vendeu as caixas e lençóis a Adorni, mas também um pedido de vários outros dados que chegarão ao Ministério Público durante a semana.
Ele tem ConsiderandoA Justiça aguarda os arquivos de trabalho de Adorni e sua esposa, Betina Angeletti. Ele tem Comissão Nacional de Valores Mobiliáriosinformações sobre as plataformas virtuais que funcionavam na época o funcionário teria obtido um suposto lucro de 300 mil dólares, testemunhou José Del Rio com exclusividade em entrevista ao LN+. e o país Cua índioLista de receitas e despesas de novembro de 2024 a agosto de 2025.
No judiciário já têm, em julho do ano passado, o registro da chegada ao país de um mercadorias cujo conteúdo ainda não identificado.
O telemóvel de Tabar não é a única fonte de informação que reacendeu a questão e aumentou a pressão política sobre o responsável.
solicitar
Paralelamente, o Ministério Público avança na área patrimonial. Na tarde de sexta-feira, Adorni reuniu-se com peritos contabilísticos da Procuradoria-Geral da República que estão a analisar todos os documentos submetidos ao Gabinete Anticorrupção, que foram posteriormente encaminhados para a Justiça.
Estas são a declaração juramentada de 2025 e todas as correções feitas por Adorni nos anos anteriores. O foco principal é a entrada de 565 mil dólares no ano de 2023, dinheiro que o responsável deixou por declarar e que restabeleceu o equilíbrio que Tabar rompeu com a sua declaração.
O objectivo da reunião de sexta-feira, como este meio de comunicação conseguiu reconstruir, foi começar a ajustar os critérios de trabalho entre peritos e o Ministério Público face a uma exigência de justificação patrimonial, um passo antes de uma possível investigação em investigações de enriquecimento ilegal.
No judiciário, eles acreditam que neste momento, com os dados coletados no processo, esse primeiro chamado é quase inevitável. Nesse caso, Adorni deverá dar explicações sobre o grande aumento de suas despesas e o Ministério Público deverá avaliar se elas são satisfatórias ou não. Contudo, tal caso ainda não é visível no horizonte imediato do caso.
Conforme apurou LA NACION, Adorni não apresentaria a documentação que comprova as declarações que fez na entrevista ao LN+ sobre as transações com criptomoedas até que fosse solicitada pela Justiça.





