A BBC deve cortar 550 empregos em medidas de austeridade, incluindo cortes nas redações

Londres (Reuters) – A emissora pública britânica BBC cortará 550 empregos, incluindo divisões de notícias e conteúdo, informou nesta quarta-feira, como parte do plano do novo presidente-executivo, Matt Brittin, de economizar 500 milhões de libras nos próximos três anos.

A BBC enfrenta uma batalha para permanecer relevante à medida que os telespectadores, especialmente o público mais jovem, migram para streamers e outras plataformas digitais.

Em março, a empresa nomeou Brittin, ex-executivo do Google, como seu novo CEO. Na altura, o presidente da BBC, Samir Shah, disse que era necessária uma reforma radical na organização financiada pelo Estado e que Brittin enfrentava um “risco real”.

Os cortes em suas operações de notícias incluem o fechamento de alguns programas de longa duração, a consolidação de equipes de produção em programas e a revisão de funções de alto perfil no ar.

A BBC, que tinha cerca de 21.500 funcionários em março do ano passado, disse que o pacote completo de mudanças anunciado na quarta-feira entregaria 160 milhões de libras do orçamento de 500 milhões de libras. Outras economias, incluindo cortes em cerca de 700 divisões corporativas, serão anunciadas nos próximos meses, disse ele.


A perda total de empregos será de 1.800 a 2.000 nos próximos três anos.

A Grã-Bretanha terá de negociar um novo financiamento após o término da Carta Real para a Televisão, no final de 2027. As opções incluem manter a taxa de licença paga pelas famílias que assistem ou mudar para assinatura ou financiamento de publicidade.

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