Preços do açúcar caem com a queda do petróleo bruto

Julho NY World Sugar #11 (SBN26) hoje -0,15 (-1,06%) e agosto Londres ICE White Sugar #5 (SWQ26) -2,10 (-0,47%).

Os preços do açúcar caíram hoje acentuadamente para o mínimo de 1 semana, em meio à fraqueza dos preços do petróleo bruto. O petróleo bruto WTI (CLN26) está hoje mais de -5% abaixo do mínimo de 7 semanas, pesando sobre os preços do etanol e possivelmente forçando as usinas de açúcar globais a transferir mais moagem de cana para a produção de açúcar em vez de etanol, aumentando os estoques de açúcar.

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A perspectiva para os grandes stocks globais de açúcar é a queda dos preços. Em 27 de maio, a Unica disse que a produção de açúcar do Centro-Sul do Brasil em 2026/27 aumentou 55,3% a/a, para 2.475 MMT em abril, impulsionada por rendimentos mais elevados de 112,58 quilogramas de sacarose por tonelada de cana, um aumento de 5,4% ano a ano.

A força das exportações de açúcar da Tailândia, a segunda maior do mundo, também é baixa em relação aos preços. As exportações de açúcar da Tailândia entre janeiro e abril de 2026 aumentaram +29% a/a, para 1,6 milhões de toneladas.

Os preços do açúcar foram apoiados em meio a preocupações de que o tempo seco como resultado do evento El Niño pudesse prejudicar a produção mundial de açúcar. Espera-se que o surgimento do El Niño suprima as chuvas no Brasil, na Índia e na Tailândia, as três maiores regiões produtoras de açúcar do mundo. O Escritório Meteorológico da Índia reduziu recentemente sua estimativa de precipitação acumulada para a temporada de monções de junho a setembro na última sexta-feira para 90% da média de longo prazo, abaixo dos 92% da previsão emitida em abril. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA) estima uma chance de 82% de que as condições do El Niño surjam de maio a julho e durem até o final do ano, com 67% de chance de um “Super El Niño”.

Em 28 de abril, a Conab, em seu relatório inicial para a nova temporada de açúcar, previu que em 2026/27 a produção de açúcar do Brasil diminuiria -0,5%, para 43,952 MMT, enquanto a produção de etanol aumentaria +7,2%, para 29,259 milhões de litros por ano. Em 21 de abril, o USDA previu que a produção de açúcar do Brasil em 2026/27 seria de 42,5 milhões de toneladas métricas, uma queda de -3% a/a, citando que as usinas moem mais cana para etanol do que para açúcar.

Os preços do açúcar encontraram algum apoio no meio de preocupações com interrupções no fornecimento devido ao encerramento em curso do Estreito de Ormuz. De acordo com a Covrig Analytics, o encerramento do estreito interrompeu cerca de 6% do comércio mundial de açúcar, limitando a produção de açúcar refinado.

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