Microorganismos vivos dentro do corpo
Numa incrível descoberta científica, os cientistas descobriram que ainda existe vida microscópica no corpo de Otzi. As antigas bactérias intestinais e cepas de leveduras tolerantes ao frio dentro da múmia não são apenas preservadas, mas permanecem metabolicamente ativas.
Armazenamento atemporal
Otzi foi mantido em uma câmara especial a menos seis graus Celsius, projetada para interromper todos os processos biológicos e preservar o corpo para sempre. Mas descobertas recentes mostraram que este frio extremo não interrompeu completamente a atividade dos micróbios.
Evolução em tempo real
De acordo com um estudo recente publicado na revista Microbiome, estes microrganismos antigos continuam a adaptar-se e a evoluir milhares de anos depois. Isto derruba suposições de longa data sobre os limites de armazenamento e vida em condições extremas.
Talvez o mais surpreendente seja o facto de algumas populações de leveduras terem aumentado nos últimos nove anos. Esta notável capacidade mostra que a morte não pôs fim ao microbioma de Otzi.
Ao mesmo tempo, é uma preocupação para museus de todo o mundo. Se estes organismos antigos conseguem sobreviver a temperaturas congelantes e até mesmo decompor os modernos produtos químicos esterilizantes, como podemos evitar que vestígios históricos de valor inestimável sejam lentamente devorados por dentro?





