Paz disse que o corte salarial para ele e para os ministros mostrou o “compromisso do governo com o país”.
Publicado em 25 de maio de 2026
O presidente boliviano, Rodrigo Paz, disse que cortaria pela metade seu salário e o de seus ministros em meio a uma crise política crescente marcada por protestos e bloqueios de estradas exigindo sua renúncia.
Falando num evento em Sucre, a capital constitucional, na segunda-feira, Paz disse que o corte salarial mostra “o compromisso do governo com o país”.
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Os cortes ocorrem no momento em que a Bolívia entra na sua quarta semana de agitação política e social. Os protestos levaram a uma escalada de problemas na cadeia de abastecimento nas cidades de La Paz e El Alto, onde graves escassezes de alimentos, combustível e medicamentos atingiram mercados, hospitais e postos de gasolina.
Os manifestantes estão a pressionar o governo centrista de Paz para reverter as medidas de austeridade e enfrentar o aumento do custo de vida, com exigências que vão desde aumentos salariais e restauração dos subsídios aos combustíveis que mantiveram os preços nos níveis de 2006. Os protestos surgem no meio de preocupações de que o presidente esteja alinhado com as grandes empresas e a elite, e governe a seu favor – particularmente porque não nomeou nenhum povo indígena ou da classe trabalhadora para o seu gabinete, ao contrário do que aconteceu no passado.
Paz, que assumiu o cargo em Novembro e herdou uma economia conturbada, defendeu os cortes nas despesas e a redução dos subsídios aos combustíveis necessários para estabilizar as finanças públicas.





