O Presidente não quer que pessoas inocentes sejam punidas

Sexta-feira, 28 de novembro de 2025 – 21h40 WIB

Jacarta – O Vice-Ministro Coordenador do Direito, Direitos Humanos, Imigração e Correções (Wamenko Kumham Imipas) Otto Hasibuyan disse que a concessão de direitos de reassentamento ao Presidente Prabowo Subianto no alegado caso de corrupção do ASDP não pode ser vista como uma forma de interferência legal.

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Otto fez o anúncio depois de ser convocado pelo presidente ao Palácio Presidencial, Jacarta, na sexta-feira, respondendo às críticas do Indonesia Corruption Watch (ICW), que avaliou que a medida tem o potencial de estabelecer um mau precedente na aplicação da lei.

“O senhor presidente não quer que os inocentes sejam punidos e não quer que os culpados sejam libertados”, disse ele.

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PT ASDP Indonesia Ferries Diretor Presidente Ira Puspadewi (à esquerda) para o período 2017-2024

Otto explicou que o Presidente atua com base em prerrogativas expressamente garantidas pela Constituição, particularmente no artigo 14 da Constituição de 1945, que rege os poderes presidenciais de perdão, reabilitação, anistia e abolição.

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Segundo ele, esta autoridade permite ao Presidente conceder a reabilitação com alguma discrição que nem sempre tem de ser divulgada ao público.

“A Constituição diz que o Presidente dá consideração e providencia a reabilitação. É claro que só o Presidente sabe porque está a dar esta consideração”, disse ele.

Nas discussões com o Presidente, Otto viu o forte compromisso do Presidente Prabow em manter o sentido de justiça da sociedade.

Considerou que a decisão de reabilitação não foi uma tentativa de minar o processo legal, mas sim uma forma de implementação da obrigação constitucional do Presidente.

Otto também distingue entre a reabilitação judicial, que é feita para restaurar o bom nome de uma pessoa que foi declarada inocente por um tribunal, e a reabilitação constitucional, que é um direito presidencial.

“Portanto, penso que isto está longe de ser uma interferência, mas sim que o Presidente está a exercer os seus direitos e responsabilidades constitucionais como considera certo e adequado no interesse da nação”, disse ele.

Foi relatado anteriormente que o Tribunal de Corrupção de Jacarta condenou três funcionários da PT ASDP Indonesia Ferries (Persero) no caso de cooperação empresarial e aquisição da PT Jembatan Nusanta, que foi avaliado como tendo custado ao estado até 1,25 biliões.

O ex-diretor administrativo da ASDP, Ira Puspadewi, foi condenado a 4,5 anos de prisão, e dois outros funcionários, Muhammad Yusuf Hadi e Harry Muhammad Adi Kaksono, foram condenados cada um a 4 anos de prisão.

Mas o veredicto não foi unânime. O presidente do painel de juízes, Sunoto, expressou uma opinião divergente de que não havia nenhum elemento de corrupção no caso e considerou que o caso seria mais adequadamente resolvido num processo civil, uma vez que se enquadrava na lei. Regras de julgamento empresarial.

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Nesta situação de diferença de opinião, o Presidente Indonésio Prabowo Subianto usou a sua prerrogativa para conceder reabilitação aos seus funcionários do ASDP com base na Constituição. (formigas)

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