Concorrentes empatados com os EUA
Alana Jones, uma bailarina de Nova York formada em Harvard e Miss EUA oficial, é a única concorrente que representa diretamente os Estados Unidos.
Enquanto isso, Yamilex Hernandez foi coroada Miss Latina pelo reality show da Telemundo “Miss Universe Latina”. Originário da República Dominicana, mas morando em Nova Jersey, Hernandez representa a comunidade latina dos EUA. Hernandez exemplifica a crescente visibilidade e influência das latinas sediadas nos EUA no cenário internacional.
Em nome de Cuba, Lina Luases iniciou a discussão especial. Nascida em Miami e filha da popular personalidade da TV Lili Estefan, Luases é o segundo retorno de Cuba ao Miss Universo após um hiato de cinco décadas. A sua identidade cubano-americana levantou questões sobre o significado da representação nacional “autêntica” e da participação diaspórica.
Da mesma forma, Itza Castillo, que compete como Miss Nicarágua, passou a maior parte da sua vida na Florida, exemplificando a realidade comum de que as concorrentes têm laços profundos com os seus países, mas vivem no estrangeiro.
Representando o Equador, Nadia Mejia nasceu na Califórnia e deixou de competir no Miss EUA para se tornar Miss Equador 2024, refletindo ainda mais essa dinâmica transfronteiriça.
Regras de elegibilidade da organização Miss Universo
De acordo com a Organização Miss Universo (MUO), para serem elegíveis, os concorrentes devem ser cidadãos, residentes permanentes ou ter vínculos legais com os países que representam. Esta inclusão permite a participação de cidadãos com dupla nacionalidade e de comunidades da diáspora, reflectindo a dinâmica global moderna e identidades complexas. Os proponentes argumentam que esta abordagem enriquece a diversidade e a amplitude da representação. Os críticos, no entanto, questionam a justiça, alegando que os concorrentes baseados nos EUA desfrutam de vantagens, tais como formação e recursos superiores em matéria de comunicação social, o que superaria os concorrentes baseados principalmente nos seus países representativos.
Considerações Culturais e Éticas na Competição
Este cenário não é exclusivo de 2025; Historicamente, muitos concorrentes tiveram laços internacionais ou residiram no exterior. O discurso dos fãs usou termos como “Miss Universo USA Multiverse” para capturar as fronteiras confusas entre a identidade nacional e a marca global.
A ex-Miss México e apresentadora do concurso Jacqueline Bracamontes defendeu as latinas nascidas nos EUA que competem pelas suas culturas de origem, afirmando que a diversidade reflete autenticamente a realidade de hoje.
O debate continua à medida que fãs, especialistas e especialistas avaliam a evolução das definições de nacionalidade, cultura e justiça na competição.
P: As concorrentes com vínculos com os EUA são permitidas pelas regras do Miss Universo?
Sim. As regras do MUO permitem que os concorrentes representem um país caso possuam cidadania, residência permanente ou vínculo jurídico, facilitando a participação daqueles com identidade dupla ou não residente.




