A lenda dos investimentos e CEO da Berkshire Hathaway (BRK.A) (BRK.B), Warren Buffett, construiu uma reputação por rejeitar muitas das convenções que dominam Wall Street, e uma de suas observações mais importantes diz respeito às práticas de previsão de mercado. “Há muito que sentimos que o único valor dos analistas de ações é fazer com que os sortudos pareçam bem”, escreveu ele numa carta de 1992, resumindo o seu ceticismo de longa data em relação às previsões sobre movimentos de curto prazo nas ações ou na economia em geral.
A declaração apareceu numa das cartas anuais amplamente lidas de Buffett aos acionistas da Berkshire Hathaway, na qual ele frequentemente recomenda cautela contra confiar em previsões de especialistas. Os seus comentários não são uma crítica a uma única instituição ou analista, mas sim um comentário mais amplo sobre a imprevisibilidade inerente aos mercados. Buffett enfatizou repetidamente que os movimentos de preços de curto prazo são afetados por inúmeras variáveis, muitas das quais são desconhecidas ou impossíveis de medir. Como resultado, ele vê a previsão como um exercício que proporciona a ilusão de precisão em vez de uma visão significativa.
A postura desdenhosa de Buffett em relação às previsões é informada por décadas de observação de como os indivíduos e as organizações se comportam sob incerteza. A sua carreira de investimento abrangeu múltiplas recessões, ciclos inflacionários, choques geopolíticos, quebras e recuperações. Em cada caso, os resultados a longo prazo são moldados muito mais pelo desempenho subjacente do negócio do que pela precisão das previsões feitas antecipadamente. Esta perspectiva histórica confere um peso único ao seu argumento. Com um histórico de crescimento composto à frente da Berkshire Hathaway, as opiniões de Buffett têm autoridade incomparável no mundo dos investimentos.
O contexto que rodeou a sua observação envolveu um período de especulação intensificada, quando os investidores foram tentados a procurar orientação através de promessas de clareza sobre o futuro. O argumento de Buffett era que nem ele nem ninguém poderia prever com segurança os movimentos do mercado. Em vez disso, ele enfatiza a avaliação empresarial com base em fundamentos como estabilidade de lucros, posição competitiva, qualidade de gestão e potencial de crescimento a longo prazo. Seus comentários ilustram a diferença entre analisar empresas e tentar prever a direção do mercado como um todo.


