SANTA FÉ – A divulgação nas redes sociais de um vídeo que se acredita ter sido feito quando um menino de 15 anos foi morto no final do ano passado fora do estádio do clube Colón, ao sul desta cidade, alimentou polêmica sobre a idade dos menores.
Durante cinco dias, as redes sociais continuam a publicar o vídeo, cujas imagens revelam a brutalidade Jeremias MonsonResidindo na cidade vizinha de Santo Tomé, foi morto pela ex-namorada e por dois rapazes, com idades entre 14 e 16 anos.
Nas fotos baixadas nas redes sociais, que duram 4 minutos, Jeremias grita de dor enquanto seus algozes, um adolescente de 16 anos que teria sido sua namorada em outra época, e dois meninos de 14 e 15 anos o espancavam e cortavam. enquanto exigiam seu celular e exigiam “vídeos” de sua intimidade com uma jovem ali presente.
Jeremias saiu da casa onde morava, em Santo Tomé, no dia 18 de dezembro de 2025 e foi encontrado quatro dias depois num armazém abandonado no bairro Chalé, perto do Clube Colón.
Crueldade máxima
“Onde você tem os vídeos?” os atacantes perguntam persistentemente, como pode ser visto no vídeo. “Estou sangrando”, responde Jeremiah. “No celular”, acrescenta em resposta à dor da tortura. “Você tem os vídeos aí, sim ou não? Vamos, digite a senha do celular”, exigem. Ele dá a chave e nesse momento ouve-se a voz de sua suposta namorada, que laconicamente exige: “Mate-o!”
Até então, os sequestradores perguntam à vítima: “Para quem você encaminhou os vídeos?” Jeremias responde: “Não tenho vídeos”. Aí um dos assassinos diz para o outro: é isso, deixa pra lá. Mas agora a mulher detida dá uma ordem mortal. “Não, não, ele ainda está vivo, mate-o, corte a garganta dele…” E ele ri. “Pare com isso, eu o matei, bati no coração dele”, responde seu cúmplice, enquanto os três riem e cantam.
De acordo com um relatório que ele teve acesso a A NAÇÃOO vídeo que os assassinos alegaram de Monson teria sido aquele que supostamente continha cenas de uma “festa íntima” à qual o grupo teria comparecido. Aparentemente, o vídeo chegou a outros jovens de Santo Tomé e Santa Fé, o que “perturbou” o adolescente que “armou” o encontro criminoso. “Tudo indica que seria uma vingança”, acrescentou uma fonte ligada à investigação.
Os assassinos
A “namorada” de Jeremias, conhecida como MA, tem 16 anos e é a principal suspeita, já que a análise dos telemóveis apreendidos revelou mensagens que indicavam ser ela o elo de ligação entre a vítima e os seus assassinos.
O adolescente foi detido em um centro de detenção juvenil fechado em Rosário.
Os outros dois envolvidos, de 14 e 15 anos, No entanto, os supostos criminosos participaram da acusação junto com a menina detida. Eles não são puníveis por causa de sua idade. Portanto, permanecem livres, em suas casas e sob os cuidados dos pais.
Imagens partilhadas nas redes sociais mostram Jeremiah Monson a gritar de dor enquanto os assassinos, um adolescente de 16 anos e dois rapazes de 14 e 15 anos, o espancavam brutalmente e esfaqueavam-no em várias partes do corpo, embora o pescoço fosse o alvo principal.
As imagens causaram um choque profundo. A família de Jeremias está tentando descobrir quem divulgou os vídeos do incidente.
Bruno Rugna, o advogado que apresentou a denúncia da família, confirmou que apresentou queixa ao Ministério Público para saber como vazaram os vídeos disponibilizados no processo que investiga o brutal homicídio.
Nas últimas horas realizaram-se duas mobilizações, uma nesta capital e outra em Santo Tomé, onde vivia a vítima, enquanto se procuravam assinaturas para apoiar o Congresso Nacional, o que abre o debate sobre a alteração da lei que regula a acusação de crimes graves a menores.
Lembremos que esta semana a ex-Ministra da Segurança Nacional e atual Senadora Nacional Patricia Bulrich referiu-se ao caso de Jeremiah Monson e mais uma vez pediu a redução da idade de elegibilidade.
Em uma postagem nas redes sociais
Acrescentou que “a legislação penal juvenil ficou paralisada no antigo Congresso porque alguns optaram por não a propor. O resultado é o seguinte: os menores que cometem os crimes mais hediondos e ficam impunes.




