Um homem subordinado a Santiago Caputo demitiu-se da organização principal

Um ano após a sua nomeação, o antigo procurador Paulo “Paul” Stark deixou sua posição de liderança Unidade de Informação Financeira (UIF)que chegou após a saída do primeiro líder da era liberal da organização, Ignácio Iacobucci. No mapa libertário Stark era um colaborador próximo do conselheiro do presidente Santiago Caputo.

A sua separação foi formalizada por anúncio do Governo e previamente confirmada A NAÇÃO com fontes confiáveis.

Stark foi eleito em janeiro de 2025, após a saída de Iacobucci, mas o Poder Executivo fez sua indicação em abril passado, após audiência pública para assumir o cargo em 17 de março daquele ano.

Ao saber da saída de Stark do Ministério da Justiça, foi anunciado que ele seria substituído Ernesto Gaspari. E alegaram que Stark saiu por “motivos pessoais”.

A saída de Starc é há muito apontada na pasta da Justiça, da qual depende a UIF, mas só foi finalizada nesta quinta-feira.

Na semana passada, Starc viajou para Washington, nos Estados Unidos, para se reunir com as autoridades do país como parte de uma investigação sobre suposta lavagem de dinheiro por parte da Associação de Futebol Argentino (AFA). O objetivo da viagem foi trocar informações relevantes sobre empresas e operações financeiras que estão sob análise judicial nos dois países.

Ele se reuniu com autoridades da equivalente do país, a Rede de Repressão a Crimes Financeiros, conhecida como FinCEN (Rede de Repressão ao Crime Financeiro).

Como as fontes oficiais esclareceram posteriormente A NAÇÃOfoi a intenção do responsável pelo departamento responsável pela prevenção do branqueamento de capitais conheça o caso AFA e referências cruzadas com FinCEN; para terem conhecimento das informações que recolheram sobre atividades suspeitas no estrangeiro neste caso específico.

Além disso, no início deste mês, o FMI também ordenou o primeiro congelamento administrativo de activos para financiar a proliferação de armas de destruição maciça na América Latina.

Com a chegada da UIF, o Governo ordenou por decreto (274/2025) que a autoridade anti-branqueamento de capitais deixou de ser competente para ser denunciante em casos de corrupção e branqueamento de capitais. A medida alterou não apenas as disposições da lei que criou a UIF, mas também a Lei de Inteligência sobre as competências da Agência Federal de Segurança Cibernética.

Da pasta da Justiça, alegaram que durante o seu mandato, Stark “desempenhou as suas funções com profissionalismo e dedicação” e contribuiu para a “adequação do sistema de prevenção do branqueamento de capitais e do financiamento do terrorismo aos actuais padrões nacionais e internacionais”.

E garantiram que a Starc “continuará a colaborar com o Governo Nacional em novas responsabilidades relacionadas com questões de governação, desenvolvimento financeiro e consolidação institucional”.

Stark, 61 anos e longa carreira judicial, passou sua passagem pelos tribunais de Comodoro Pi e também no governo de Buenos Aires quando Daniel Scioli Foi governador e promotor Carlos Stornelly Ministro da Segurança. Chefiou a Subsecretaria de Inteligência Criminal, onde foi afetado pelo escândalo. Trabalho de jardim. Foi em 2009 que uma família desapareceu quando viajava para Pergamino, e só após 20 dias de investigação se descobriu que os quatro membros estavam mortos na berma da estrada, pelo que os investigadores foram interrogados. Mais recentemente, ele investigou as razões para isso Martin PodertMembro do Tribunal Oral Federal de Mar del Plata por roubo de moedas de ouro.

Paul Stark, ex-chefe da UIF, com Patricia Bullrich no evento

Stark também era o marido Maria Eugênia TalericoO ex-vice-chefe da UIF na época de Macri, que supervisionou La Libertad Avanza (LLA) na segunda fase de 2023 e deveria assumir o cargo de chefe das Migrações Libertárias, mas se viu em conflito com o setor.

em entrevista com A NAÇÃO Poucos dias depois de Stark ter sido nomeado para a UIF em janeiro de 2026, Talerico acreditou que foi uma medida de Caputo para quebrá-lo. “Stark não tem conhecimento suficiente para o papel”– garantiu ele naquela entrevista.

Naquela altura, Talerico pensava: “Paul Stark pode ter experiência como procurador federal em algumas investigações complexas de branqueamento de capitais, mas as prioridades da UIF são os poderes reguladores preventivos e os poderes sumários que exerce sobre o sector das entidades reguladas. Ele não tem conhecimento suficiente para essa função.. Nem o vice-presidente (Santiago González Rodríguez), que foi intervencionado pela UIF através de Santiago Caputo”, afirmou.

A sucessão Starc

Em relação à nova fase da organização, desde o portfólio que lidera Mariano Cuneo Libarona Informaram que Gaspari, que substituirá Stark, é “um especialista com boa experiência em gestão, finanças e administração pública e privada” e ressaltou que “tem experiência nas áreas estratégicas do estado”.

A esse respeito, recordaram que “atuou, entre outras funções, como Secretário de Coordenação e Planejamento Externo do Departamento de Relações Exteriores, Comércio Internacional e Religião” nesta administração, enquanto desempenhou funções em outros governos.


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