Sexta-feira, 16 de janeiro de 2026 – 13h55 WIB
(Este artigo de opinião foi escrito por Aditya Laxman Yudha, jornalista econômico sênior)
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VIVA – A realização do investimento da Indonésia até 2025, anunciada em 15 de janeiro de 2026 pela Ministra do Investimento e Downstreaming/Chefe do BKPM, Rosan Roslani, fornece um importante sinal inicial para o mundo empresarial. Com a concretização de 1.931 biliões de IDR, que superou a meta de 1.905 biliões de IDR, bem como a criação de cerca de 2,7 milhões de empregos, o investimento demonstrou mais uma vez o seu papel como principal suporte do crescimento económico nacional, especialmente nas fases iniciais da administração do Presidente Prabowo Subianto.
2025 tem peso estratégico por ser o primeiro ano fiscal sob controle total do novo governo. Para os intervenientes empresariais e investidores, os resultados do investimento nos anos de transição são frequentemente indicadores precoces de orientação política, consistência regulamentar e compromisso do governo com a agenda de crescimento. Neste contexto, a realização do investimento em 2025 pode ser lida como um sinal de que a macroestabilidade e a sustentabilidade das políticas económicas estão a ser mantidas.
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Estas conquistas tornam-se cada vez mais relevantes quando vistas do panorama global. Ao longo de 2025, a economia global ainda será caracterizada pela incerteza devido a conflitos geopolíticos, à fragmentação das cadeias de abastecimento globais e ao reforço das políticas protecionistas em vários países desenvolvidos. Os fluxos de investimento globais tornaram-se mais selectivos e cautelosos. Nestas circunstâncias, a capacidade da Indonésia para manter e superar as metas de investimento mostra que a sua competitividade relativa ainda é mantida, especialmente em termos de estabilidade política e de um grande mercado interno.
Do lado interno, o investimento funciona como um amortecedor contra o stress económico. O declínio do poder de compra público, o aumento da incidência de despedimentos em vários sectores e o impacto das calamidades naturais deverão travar o crescimento até ao final de 2025. O afluxo de novos investimentos ajudou a manter a dinâmica económica e impediu maiores contracções do emprego. Para os intervenientes empresariais, isto indica que a procura a médio prazo ainda tem potencial, embora o curto prazo continue a ser um desafio.
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Investimento a jusante
De uma perspectiva estrutural, o desempenho do investimento em 2025 é consistente com a agenda prioritária do governo Prabowo, particularmente a jusante e a industrialização. O investimento no sector da transformação e nas indústrias baseadas em recursos naturais é um pré-requisito para aumentar o valor acrescentado interno e reduzir a dependência das exportações de produtos brutos. Para o mundo empresarial, esta directiva política proporciona clareza sobre quais os sectores que continuarão a receber apoio regulamentar e infra-estrutural.
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Contudo, o principal desafio do downstream já não é apenas atrair investimento, mas garantir qualidade e impacto. O investimento intensivo em capital sem fortes ligações às cadeias de abastecimento nacionais corre o risco de restringir o crescimento. Portanto, o governo precisa de encorajar um modelo a jusante que se integre com as indústrias de apoio locais, incluindo as MPME e os prestadores de serviços nacionais, para que o efeito multiplicador seja mais amplo.
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