Sexta-feira, 20 de março de 2026 – 16h16 WIB
Jacarta – Vários países do continente africano enfrentam agora problemas de abastecimento energético, afectados pelas tensões crescentes na região do Médio Oriente. Esta situação desencadeou aumentos de preços e restrições de distribuição em vários países, enquanto os governos procuram estabilizar o abastecimento aos seus cidadãos.
Enquanto o Irão celebra o Eid al-Fitr amanhã, sábado, Macron apelou a um cessar-fogo
Na Zâmbia, as reservas de gasolina estão estimadas em cerca de 40 milhões de litros, o suficiente para satisfazer 23 dias de consumo actual. Enquanto isso, as reservas de querosene de cerca de 65,9 milhões de litros podem durar apenas 9,3 dias.
Estima-se que as reservas de combustível de aviação Jet A-1 do país sejam suficientes para 10 dias, informou a Efficacy News Africa.
![]()
O Irã insiste que não está negociando, dizendo que os países que ajudam os Estados Unidos são considerados inimigos
A África do Sul também regista uma escassez cada vez mais frequente de gasóleo nas estações de serviço. Para antecipar a escassez, os governos locais planeiam diversificar as fontes de abastecimento, aumentar a capacidade de armazenamento de petróleo e acelerar os projectos nacionais de infra-estruturas energéticas.
Na Somália, mais do que duplicar o preço da gasolina e do gasóleo forçou o governo a introduzir novas regulamentações de vendas. As autoridades locais estabeleceram limites de lucro para os vendedores e multas por violações, incluindo a limitação dos aumentos nos preços dos combustíveis até domingo, 15 de março de 2026.
![]()
Com o Estreito de Ormuz ainda bloqueado, o abastecimento de petróleo deverá fluir
Entretanto, o Zimbabué registou um segundo aumento nos preços dos combustíveis esta semana. A Autoridade Reguladora de Energia do país aumentou o preço da gasolina em 2,17 dólares por litro (cerca de 37.000 rúpias) e do diesel em 15 por cento, para 2,05 dólares por litro (cerca de 35.000 rúpias).
O governo do Zimbabué insiste que as reservas energéticas nacionais são suficientes para mais do que os próximos três meses.
Essa empolgação também chamou a atenção do mundo. O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, apelou a Israel e aos Estados Unidos para que ponham fim às operações militares contra o Irão, que correm o risco de sair do controlo, causando sofrimento aos civis e impactando a economia global.
“É hora de o Estado de direito triunfar sobre a lei da força. É hora de a diplomacia triunfar sobre a guerra”, disse Guterres aos repórteres à margem de uma cimeira de líderes da União Europeia.
Guterres também apelou ao Irão para reabrir o Estreito de Ormuz, que foi fechado devido aos ataques militares dos EUA e de Israel. Ele apelou ao Irão para que cessasse os ataques retaliatórios contra os países vizinhos na região do Golfo, sublinhando que estes países nunca foram partes no conflito.
Próxima página
“O encerramento prolongado do Estreito de Ormuz está a causar um enorme sofrimento a muitas pessoas em todo o mundo que nada têm a ver com o conflito”, sublinhou Guterres. (formigas)




