O plano de Prabow para mediar entre o Irã e a relação Israel-EUA. é considerado irrealista, porque aqui

Segunda-feira, 2 de março de 2026 – 02h40 WIB

Jacarta – O antigo Ministro dos Negócios Estrangeiros da Indonésia (Menlu), Dino Patti Jalal, avaliou que o desejo do Presidente Prabowo Subianto de ser mediador ou facilitador do conflito Israel-Estados Unidos (EUA) com o Irão é irrealista.

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A informação foi revelada por Dino através da sua conta oficial nas redes sociais do Instagram, no dia 1 de março de 2025.

Isto é irrealista e improvável de acontecer. “Temos que ser honestos sobre este facto”, disse Dino.

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  • Instagram.com/sekretariat.kabinet

Ele explicou que avaliou as intenções de Prabow com base em quatro fatores principais.

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Primeiro, o egoísmo dos Estados Unidos como superpotência é elevado. Portanto, disse ele, os Estados Unidos não aceitariam necessariamente a mediação de terceiros ao lançar ataques militares.

“O orgulho da América é demasiado elevado. Acredito que o presidente Trump não quer interferir na Indonésia porque o seu principal objetivo agora é derrubar o governo iraniano”, disse ele.

Depois, ele também levantou acusações em Washington DC de que a invasão militar foi usada para desviar a atenção do público do escândalo do arquivo Epstein que atraiu o nome de Donald Trump.

A segunda razão está relacionada com as relações bilaterais entre a Indonésia e o Irão. Dino avaliou que a aproximação entre os dois países ainda foi mínima nos últimos 15 meses.

Apesar dos convites formais, Prabowo nunca se encontrou com o presidente iraniano nem visitou o país.

“O Ministro dos Negócios Estrangeiros Sujiono ainda não fez uma visita bilateral a Teerão. Por outras palavras, a confiança do governo iraniano no governo indonésio não tem uma base suficientemente forte neste momento”, disse ele.

Uma terceira razão, acrescentou Dino, é o potencial de obstáculos técnicos e diplomáticos associados ao processo de mediação. Ele acredita que nem Donald Trump nem o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, concordarão em viajar a Teerão para conversações.

Por outro lado, a Indonésia também enfrenta o maior obstáculo, nomeadamente a necessidade de comunicar com Israel. Ele disse que se houvesse mediação, Prabowo teria que se reunir com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, como o principal ator do ataque.

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“Politicamente, diplomaticamente e logisticamente, isto é absolutamente impossível para a Indonésia”, sublinhou.

Dino alertou que impor um papel de mediador nessas situações poderia, na verdade, prejudicar a posição do presidente em casa.

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“Esta medida pode ser um suicídio político para o Presidente Prabo. Realmente não sei de onde veio a ideia de mediar este complicado conflito tripartido”, acrescentou.

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