Meus pais pensaram que tínhamos conseguido. Agora fazemos papéis

MINNEAPOLIS – Nas últimas semanas, meus pais asiático-americanos, de 80 anos, começaram a carregar seus passaportes sempre que saíam de sua casa no subúrbio. Os vizinhos em seu aplicativo Ring Doorbell alertarão os usuários quando agentes do ICE forem avistados em estradas próximas. Minha mãe cancelou compromissos depois de receber tais avisos. Mulher prática, ela diz que está num jogo de “gato e rato” com agentes federais e que se danará se lhes der vantagem.

Essas manchetes muitas vezes falham ao descrever como é viver com o ICE em Minnesota.

Sabemos que agentes federais atiraram e mataram Renee Good e Alex Pretti. Soubemos que agentes abordaram residentes que pareciam ser “estrangeiros” em supermercados e pontos de ônibus enquanto estavam sob custódia. Vimos a foto de Liam, de 5 anos, com sua mochila do Homem-Aranha e chapéu de neve de animal, antes de ele e seu pai serem levados por agentes federais. Assistimos aos vídeos horríveis de agentes mascarados atacando cidadãos norte-americanos, algemando-os e arrastando-os pela rua – ou mergulhando no frio ártico nos seus boxers – e depois libertando-os, sem pedir desculpa.

Na manhã de sábado, Pretti, enfermeiro da UTI, foi morto por um agente da Patrulha da Fronteira enquanto segurava o telefone para registrar uma cena caótica. Não se deve esquecer que Pretti perdeu a vida na Eat Street, corredor que reavivaria os imigrantes. Acredite no vídeo que mostra que Pretti era assistente. Ele estava ajudando uma mulher que foi violentamente empurrada ao chão por um agente. Ele estava ajudando a documentar as ações dos agentes federais para que a verdade pudesse ser preservada.

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