Messi marcou aos 5 anos, sofria de depressão e ansiedade. “Vencer ou morrer é mentira.”

MONTEVIDÉU (Enviado Especial): – Hernán Ismael Galindes Ele era um cara correndo atrás da bola. Como todas as crianças das ruas de Rosário no final dos anos oitenta. iam para a escola de manhã, comiam sanduíches milaneses no almoço e enchiam as tardes de babados.

Ruas sujas, pastagens, clubes de bairro. de repente perdeu-se um guarda-redes e a pequena Galindes, sem pensar, calçou as luvas. O primeiro gol que ele lembra (um golaço, na verdade) foi marcado Lionel Messicom a mesma magia de sua carreira profissional de 22 anos. Naqueles dias, nas ruas Eles o chamavam de “El Coloradito”. Se ele jogasse, não havia chance.

“Conheço o Leo antes do Angel (Di Maria) porque ele está na mesma categoria que eu, de 87 anos, e sempre participou dos torneios que foram realizados. Peguei ela e brinquei com mais uma. Ele teve condições bárbaras desde tenra idade. Os vídeos que aparecem de vez em quando quando eu estava jogando Porta-estandarte GrandoliEu tinha 5 ou 6 anos. “Foi quando nos encontramos algumas vezes”, ele conta sua história (e genial). Arqueiro e capitão do Huracano argentino virou equatoriano e se prepara para participar da segunda Copa do Mundo da sua vida. E um mundo ao longo do caminho.

Gol de Lionel Messi em cobrança de falta sofrida por Galindez

De vez em quando. Melhor continuar com as lembranças das meias baixas e dos salgadinhos de chocolate. “Joguei no Alianza Sportjogou em vários times. Só quando ele cresceu fui para Newell’s. Naquela época havia muitas ligas em Rosário. Lembro-me de vários torneios de verão que eram disputados à noite, quando não havia escola, organizados por diversas equipes do bairro. Leo sempre esteve presente e certo de que seu time chegaria à final. Quando começo a poupar, o primeiro gol que me lembro foi marcado pelo Messi. Ele driblou três ou quatro companheiros e eu também. Ele me deixou no chão. Quando criança, você pode dizer que será diferente. Não lembro se me chamavam pelo sobrenome, o que lembro é o que os pais dos meninos falaram “Hoje a ruiva está brincando”. E se ele jogou… o que ele fez não foi normal. Bem, ele continuou fazendo isso.

– Você conheceu Messi e ao mesmo tempo ficou amigo de Di Maria…

– Tive a oportunidade de conhecer o Angel nas categorias de base do Central, foi diferente. Vi de perto a evolução dele, como ele chegou à primeira série, ele chegou antes de mim.

– Vocês ainda se veem e conversam com Messi?

– Não, porque nunca fomos amigos ou colegas, então é como forçar uma conversa do tipo “você se lembra”, com quantos caras ela já deve ter cruzado… Eu sei que você sabe quem eu sou e isso me basta, não preciso do resto. O clima é bom com o Angel, nos reencontramos depois de muito tempo na Copa América do Brasil e ele entrou, entrou no segundo tempo da partida entre Argentina e Equador. Trocamos a camisa pela primeira vez. Foi incrível vê-lo novamente depois do que aconteceu com ele.

Hernan Galindes, em pleno vooImprensa Furacão

– E você, tudo o que aconteceu com você? Dá para acreditar no que viveu e agora está perto de disputar uma nova Copa do Mundo? É verdade que você ia liberar tudo?

-Quando conto minha história, entendo o que passei e o que sofri (citações) atleticamente. Olho para trás e sinto orgulho. Minha carreira não começou bem no Centro, tive que sair da Argentina, cheguei no Equador e tudo começou a partir daí. De repente, desde ir ao Equador tentar continuar jogando futebol até jogar copas internacionais, eliminatórias, Copa América, Copa do Mundo. A corrida foi o oposto do que costuma ser. Você conhece a seleção ainda menino e se desenvolve. Foi o oposto para mim. desfrutar de uma grande equipe que me deixa mais maduro. Quando eu era criança, se alguém tivesse me dito que eu teria minha carreira, eu não teria acreditado.

em 23 de maio de 2010 Rosario Central perdeu por 3 a 0 para o All Boys e foi eliminado para a segunda divisão. O goleiro era Galindes, um fanático malandro. Na cidade das paixões desencadeadas, o futebol é glória e condenação. Para o personagem principal desta história. 38 anos e 33 jogos pela seleção do Equador. Foi mais do que apenas um nocaute. Ele permaneceu na tela, deitado, de olhos fechados.

Capitão do Huracán em comemoração não tão distante. a noite em que ele venceu o IndependienteA NAÇÃO / Rodrigo Nespolo

“Graças a Deus hoje depressão é muito mais comentada. Aconteceu em 2010, há 15 anos, não se falava de depressão todos os dias. o que é essa doença grave?. Lembro-me de querer ficar deitado o dia todo, de não querer sair do meu quarto, eu não estava com fomeEu não queria assistir futebol nem na TV. Foi o que aconteceu comigo depois do Central. Depois de algum tempo, fiquei um ano no Kilmes, me livrei um pouco, mas quando voltei ao Centro me disseram novamente que eu iria sair do time, e isso foi mais um golpe. Como o que? futebol nunca me deu nada. “Não pude desfrutar do futebol”, ele abre as portas da sua privacidade como nunca antes.

E imagine um mapa da América do Sul. Vire bem para a esquerda. “É por isso que valorizo ​​tanto o Equador. Eu vim com uma mochila, um par de botas e luvasna expectativa de tentar continuar com a bola. Lá senti vontade de curtir novamente. O futebol é a coisa mais importante depois da minha família. Não sei o que teria acontecido se eu tivesse ficado à margem. Eu não tenho resposta. Fiquei tonto e não escutei o que a vida me disse, que Em algum momento tive que parar… não queria.. Fui durão, tive sorte, queria ser isso”, diz entusiasmado.

Ensaios de verão do outro lado da costa com luvas Do Bold Globe de Diego Martinez Eles são apenas uma parte da sua vida. O futebol é apenas uma porcentagem. Nove temporadas e 396 jogos Universidade Católica do Equador Série A Eles tocaram seu coração.

Muito mais do que jogar no centro do mundo. “Escolhi a minha nacionalidade porque queria ficar no país, Eu não pensei nisso por causa da escolha. Essa é a verdade. Quando voltei ao nosso país e fiz uma pequena viagem ao campo do River contra a Argentina, que perdemos com gol de Messi, algumas pessoas lembraram. Essa é a Galindes que salvou no Centro e depois que voltei definitivamente, aqui em Huracán, os abusos continuaram. Muitas pessoas gritam comigo equatoriano ou Você saiu do país e agora está matando a fome na Argentina. Já passei por muitas coisas difíceis, a verdade é que um grito me afetaria.. “Tenho orgulho de ser equatoriano, minha vida é no Equador”, diz ele, longe do Palácio, do arco, do território. Longe de tudo.

“Não tenho casa na Argentina, não tenho nada.exceto minha família de sangue. Minha vida é no Equador, não tenho nada para fazer aqui. Quando meu contrato terminar no Huracán, vou morar lá. Me apaixonei por esse país, me sinto confortável e mais feliz no Equador do que em qualquer outro lugar do mundo”, revela seu interior.

Você está feliz em Huracán, Argentina?

Sim claro. Mas olha, se eu ficasse no Equador, ficaria mais confortável do que aqui. O futebol argentino exige mais de mim, me obriga a melhorar. Precisava sair daquela zona de conforto para estar na seleção. Agora fora da quadra me sinto um equatoriano. Meus dois filhos nasceram lá, conheci minha esposa lá.

Pamela é argentina. Stefano, 8, e Angelina, 5, são do Equador. Fale e gesticule como um professor. Calmo, pensativo. Olhe nos olhos. E leia – leia tudo que puder.

“Tenho estudado e lido muito sobre coachingresolvendo problemas. Adoro os temas do cérebro, como ele funciona, o humor, as ferramentas que você precisa para sair de certos momentos. Eu amo essa parte. Essa é mais uma oportunidade que o atleta tem. Hoje está disponível, é muito fácil chegar até esse material. Descobrir porque uma pessoa está deprimida, porque essa lembrança me dá felicidade. Conheci vários escritores que gostei muito Estanislao Bachrach. Vi numa entrevista com Mig Granados e já Eu li todos os livros que ele tem. Esta é outra oportunidade. Era como se estivéssemos jogando pequenos jogos – outra vida”, resume ele.

– Tudo isso faz de você um especialista melhor?

– Não estou dizendo que sou mais inteligente que os outros. Sim, digo que adquiri conhecimentos que não utilizava antes. Isso me dá outra chance.

Hernán Galíndez em viagem em família com sua esposa argentina e filhos equatorianosInstagram:

– Você vai disputar sua segunda Copa do Mundo e, pelo que ouvi, é uma questão diferente na sua vida.

– Aprendi a aproveitar os momentos, aprendi a dar a cada coisa o valor que ela merece. Mas eu sempre digo a mesma coisa quando jogadores de futebol dizem isso amanhã arriscaremos nossas vidasGraças a Deus isso é mentira. Sempre digo aos meus companheiros: é futebol. Aconteça o que acontecer, sua esposa, filhos e mãe estarão esperando por você em casa. Nada muito sério. A sociedade é muito extremista, não gosto disso. Isso começou como uma brincadeira na vizinhança e depois virou trabalho, algo que também não gosto. Ganhar ou morrer é mentira.

– Os seus colegas ouvem você, principalmente os jovens?

– Eu não sou conselheiro. Quando tenho que falar, expresso meu ponto de vista. Sou o mais velho do time, o capitão, então procuro passar minha experiência para a galera.

Um golpe de esquerda, acima de tudoA NAÇÃO / Rodrigo Nespolo

– A história do seu sofrimento é a história de Hurakan. Você se sente identificado com essa perspectiva.

– Sim, sempre. Estive perto de ser campeão duas vezes e estive prestes a abandonar o futebol diversas vezes desde a infância. Eu sei o que é isso. Por causa do que aconteceu comigo, construí um escudo para que isso não me afetasse tanto. Perder na final foi muito difícil, doeu muito e por muito tempo. Mas com o passar dos dias, olhei para trás e senti que fizemos muitas coisas certas. Não são apenas aqueles que ganham que estão certos e aqueles que não ganham que são inúteis. Quem vence é coroado, e quem não vence tem muitas coisas valiosas. O problema é que não é visível naquele momento. Procuro levar minha vida com mais calma. Dê tudo de si, seu melhor esforço, sempre.

O goleiro do Equador, Hernan GalindesMANAN VATSYAYANA – AFP

-Falando em dar tudo, como é a sua relação com o técnico equatoriano Becachese?

– Ele se juntou muito bem ao grupo. Entrou na eliminatória, que estava no meio, entendeu rapidamente as peculiaridades do futebolista equatoriano, como liderar o grupo. Há jogadores que são 100 por cento de elite e isso faz com que se sintam com os pés no chão, os colocou no topo de um grupo que ficou em segundo lugar nas eliminatórias. E foram menos três. Há muito mérito. Jogar na seleção nacional e ter companheiros como Pacho, Caicedo, Hincapie, Estupinyan me parece estranho. Estar na seleção nacional é um privilégio. A ideia é fazer desta a melhor Copa do Mundo da história.

Galindez voa para o último treino do Huracán. Depois de um tempo, ele coloca os sapatos no chão. O goleiro que defende de cabeça.


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