Hackeie o tráfego CCTV em linhas telefônicas, é assim que Israel pode matar o aiatolá Ali Khamenei

Quinta-feira, 5 de março de 2026 – 04h30 WIB

Jacarta – A morte do Líder Supremo do Irão, Aiatolá Ali Khamenei, no sábado, 28 de fevereiro de 2026, deu origem a diversas informações sobre os planos e táticas utilizadas por Israel para eliminá-lo.

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De acordo com um relatório do Financial Times citando funcionários da inteligência israelense, a operação teria sido preparada há vários anos. Israel supostamente hackeou as câmeras de trânsito de Teerã e penetrou nas redes de telefonia móvel para monitorar os movimentos de Khamenei e sua comitiva de guarda-costas antes do assassinato.

De acordo com duas fontes citadas pela mídia, quase todas as câmeras de trânsito de Teerã foram hackeadas ao longo dos anos. As gravações foram criptografadas e depois enviadas para servidores em Tel Aviv e no sul de Israel.

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Um dos ângulos da câmera teria sido muito útil para descobrir onde os guardas estacionavam seus carros particulares, além de dar uma ideia da rotina dentro do complexo próximo à rua Pasteur, disse uma fonte.

O relatório também menciona o uso de algoritmos sofisticados para completar arquivos de dados sobre membros dos guarda-costas de Khamenei. Esses dados incluem endereços residenciais, horários de trabalho, rotas para o trabalho e os policiais que eles protegem. A partir daí, a inteligência cria o que é chamado de “padrão de vida” ou padrão de vida com objetivos.

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O Financial Times informou que Israel também interrompeu componentes de cerca de uma dúzia de torres de telefonia celular ao redor da Pasteur Street. O método consiste em fazer com que o telemóvel pareça estar ocupado quando contactado, para que os membros dos guarda-costas de Khamenei não possam captar potenciais alertas.

Um funcionário da inteligência israelense, falando sob condição de anonimato, disse ao jornal que, muito antes do ataque, seu lado conhecia Teerã como conhecia Jerusalém. Ele descreveu um quadro de inteligência muito detalhado, construído através da coleta de dados pela Unidade 8200, a divisão de inteligência de sinais de Israel, fontes humanas empregadas pelo Mossad e análise de inteligência militar.

Diz-se também que Israel utiliza um método matemático chamado análise de redes sociais, para identificar centros de decisão e novos alvos através de milhares de milhões de pontos de dados.

De acordo com duas fontes familiarizadas com a operação, a inteligência israelita baseou-se em sinais de inteligência, incluindo a pirataria de câmaras de trânsito e a infiltração de redes telefónicas, de que Khamenei e altos funcionários estavam dentro do complexo na manhã do ataque.

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A mesma fonte disse que os Estados Unidos têm uma fonte humana adicional que forneceu a confirmação, segundo o relatório.

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