Fortes ataques israelitas atingiram Teerão e o Irão, os seus aliados lançaram ataques em todos os estados do Golfo e o transporte marítimo através do Estreito de Ormuz foi gravemente perturbado, provocando uma subida dos preços globais do petróleo.
Entretanto, a pressão política aumenta em Washington à medida que o conflito se espalha pela região.
Histórias recomendadas
1 lista de itensFim da lista
Aqui está o que sabemos sobre o que aconteceu nas últimas 24 horas:
No Irã
O Líder Supremo fala: O novo líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, nomeado na semana passada após o assassinato do seu pai, emitiu a sua primeira declaração, alertando que os ataques a activos e infra-estruturas militares israelitas e dos EUA no Médio Oriente continuarão a menos que as bases que acolhem as forças dos EUA na região sejam fechadas.
Ataque massivo em Teerã: Os militares israelenses lançaram uma nova “onda prolongada” na capital do Irã, Teerã, deixando a cidade envolta em uma espessa fumaça na manhã de sexta-feira.
Fechamento do Estreito de Ormuz e aumento dos preços do petróleo: O Estreito de Ormuz, que liga o Golfo ao Golfo de Omã, foi fechado, fazendo com que os preços do petróleo bruto Brent ultrapassassem os 100 dólares por barril. O estreito, que cai nas águas territoriais do Irão e de Omã, é a única via navegável para o mar aberto disponível para os produtores de petróleo e gás no Golfo. O Irã afirma que o estreito está sob controle iraniano e que os navios ligados aos EUA e a Israel são proibidos. Outros navios devem obter permissão iraniana para passar.
Vítimas civis: Amir Saeed Iravani, embaixador do Irã nas Nações Unidas, disse que pelo menos 1.348 civis foram mortos, com vítimas com idades entre oito meses e 88 anos.
Nos países do Golfo
Retaliação territorial e ataques: O Irão lançou ondas de drones e mísseis contra estados do Golfo que acolhem tropas e meios militares dos EUA, e tem como alvo petroleiros e instalações.
Bahrein: A nação informou ter interceptado 114 mísseis e 190 drones desde o início da guerra, em 28 de fevereiro.
Arábia Saudita: O país interceptou 10 drones sobre o seu território oriental e mais tarde destruiu outros 28 drones que violaram o seu espaço aéreo.
Ataques aos Emirados Árabes Unidos: O país condenou veementemente os ataques iranianos à região e disse que atingiram o Aeroporto Internacional de Dubai e alguns hotéis.
Deslocamentos: A Austrália ordenou que todos os funcionários “não essenciais” deixassem os Emirados Árabes Unidos e Israel e instou os seus cidadãos a evacuarem o Médio Oriente.
Resposta do Catar: O espaço aéreo do Qatar está oficialmente fechado, mas a Qatar Airways programou mais de 140 voos especiais para ajudar a repatriar residentes e civis retidos.
O Catar rejeitou veementemente as alegações da mídia israelense de que os EUA interromperam deliberadamente a produção de gás natural liquefeito (GNL) para manipular os preços da energia; As autoridades esclareceram que a suspensão foi, na verdade, causada por um ataque de drone iraniano.

Nos EUA
Trump afirma que a guerra está avançando “rapidamente”: O presidente dos EUA, Donald Trump, disse aos repórteres que a guerra contra o Irão estava a avançar “muito rápido”.
“Está a funcionar bem, as nossas forças armadas são insuperáveis”, disse ele na Casa Branca, sem responder diretamente aos comentários recentes do novo líder supremo do Irão.
Oposição interna: Mais de 250 organizações dos EUA assinaram uma carta apelando ao Congresso para parar de financiar a guerra. Argumentam que os 11,3 mil milhões de dólares gastos nos primeiros seis dias do conflito estão a desviar fundos essenciais de necessidades internas urgentes, como benefícios alimentares.
As tropas terrestres não são necessárias no Irão: O senador norte-americano Lindsey Graham minimizou a possibilidade de tropas norte-americanas serem enviadas para o Irão, mas sugeriu que a guerra poderia continuar por algum tempo. “Não vejo este conflito terminando hoje”, disse o senador republicano aos repórteres em Washington, DC.
![]()
Em Israel
Nova onda de mísseis lançada em Israel: Os militares israelenses disseram que o Irã lançou uma nova barragem de mísseis contra Israel na manhã de sexta-feira e aconselhou as pessoas nas áreas afetadas a se abrigarem.
Israel ataca força Basij: Os militares de Israel disseram que a força Basij da Guarda Revolucionária do Irão atacou postos de controlo instalados em Teerão como parte dos esforços para minar o controlo das autoridades.
Mudança Administrativa: O Primeiro-Ministro israelita, Benjamin Netanyahu, pode criar as condições para uma mudança de regime em Israel, mas cabe ao povo do Irão sair às ruas. Israel pretende impedir o Irão de ocultar os seus programas nuclear e balístico, disse ele.
No Líbano, Iraque
Avião dos EUA caiu: Um avião de reabastecimento KC-135 dos EUA caiu no oeste do Iraque. Embora a Resistência Islâmica no Iraque tenha afirmado que o avião foi abatido através de sistemas de defesa aérea, o Comando Central dos EUA (CENTCOM) disse que o avião caiu em “espaço aéreo amigo” e não foi resultado de fogo hostil.
Fechamento do porto iraquiano: O Iraque encerrou as suas operações portuárias depois de um tripulante indiano ter sido morto num ataque a um petroleiro de propriedade dos EUA em águas iraquianas.
Seis soldados franceses ficaram feridos: O presidente Emmanuel Macron disse na quinta-feira que seis soldados franceses ficaram feridos em um ataque de drone na região curda autônoma de Erbil, no Iraque.
Ataques mortais no sul do Líbano: O bombardeamento israelita de cidades e aldeias no sul continua. Nove pessoas, incluindo cinco crianças, foram mortas no ataque à aldeia de Arki, perto de Sidon.
Aumento do número de mortos e deslocamentos em massa: As autoridades libanesas relataram que pelo menos 687 pessoas, incluindo 98 crianças, foram mortas em ataques israelenses ao Líbano desde segunda-feira passada. Os bombardeamentos intensos deslocaram cerca de 700.000 a 750.000 pessoas das suas casas.



