Sexta-feira, 2 de janeiro de 2026 – 22h WIB
Jacarta – O perito jurídico Henry Indraguna acredita que a revisão pelo Supremo Tribunal (MA) das recomendações de sanções morais propostas pela Comissão Judicial (KY) contra os três juízes que julgaram o caso Tom Lembong devolve problemas clássicos ao sistema constitucional da Indonésia.
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Tem em mente onde terminam os limites da supervisão moral e onde a independência do poder judicial deve ser plenamente mantida. Segundo ele, este debate precisa ser lido de forma estrutural, e não apenas como uma relação institucional entre o Supremo Tribunal e KY.
“O que está a ser testado não é apenas o processo ético, mas a continuidade do Estado na protecção da independência dos juízes. As decisões dos juízes não devem ser sujeitas a pressão, especialmente se essa pressão estiver encoberta em procedimentos que parecem ser administrativamente válidos”, disse Henry na confirmação, sexta-feira, 2 de Janeiro de 2026.
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Segundo ele, a independência do poder judiciário está claramente garantida no Artigo 24, Parágrafo 1, da Constituição de 1945 da República da Indonésia, que enfatiza que o poder judiciário é um poder independente para defender a lei e a justiça.
Esta garantia constitucional é explicada mais detalhadamente na Lei n.º 48 de 2009 sobre Poderes Judiciais. O Artigo 3, Parágrafo 1, desta Lei enfatiza que os juízes são obrigados a manter a independência judicial e a estar livres de interferência de qualquer parte.
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Além disso, o artigo 20.º da Lei Judiciária estabelece que a independência dos juízes na apreciação e decisão de casos sob a supervisão de juízes não deve ser restringida.
Entretanto, a autoridade da Comissão Judicial é regulamentada na Lei n.º 18 de 2011, que limita o papel da Comissão Judicial à manutenção da honra, dignidade e conduta dos juízes, sem o poder de avaliar ou modificar a substância das decisões.
Henry afirmou que este quadro jurídico separava claramente os domínios moral e judicial.
“A ética preocupa-se com a conduta e integridade pessoal do juiz. As decisões estão relacionadas com o julgamento legal. Estes dois domínios não devem ser trocados, pois tal intercâmbio daria origem a uma pressão sistémica sobre a independência do juiz”, disse ele.
No sistema judicial, as decisões são revisadas legalmente através de recursos, cassação e revisão judicial. Mudando o campo da ética de revisão de decisões.
Segundo ele, não é apenas conceitualmente errado, mas também institucionalmente perigoso. Segundo ele, a decisão do Supremo sobre esta recomendação será um precedente importante para o judiciário nacional.
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A abordagem do Supremo Tribunal determinará se o Estado protege consistentemente a independência dos juízes ou se abre a porta a pressões encobertas sobre as decisões.



